sexta-feira, 4 de abril de 2014

ATA reunião do FEP (03/04/2014)


Por volta das 14h40min na sala irecê da FACED/UFBA, com 40 minutos de atraso, aconteceu à segunda reunião do grupo de pesquisa FEP no semestre 2014.1. A pauta da reunião foi à apresentação das pesquisas individuais dos membros do grupo a fim de construir um organograma que ligasse as pesquisas individuais as do grupo.

Clívio Pimentel, um dos membros do grupo, levou para a reunião o organograma para esquematizar as ideias. Esse esquema foi projeto a fim de ser preenchido por todos com suas pesquisas individuais. 
O primeiro tópico do esquema abordado foi “informações paradigmáticas”, sobre esse tópico Inez Carvalho questionou o grupo: quem é positivista? Esse questionamento instigou uma grande discussão sobre materialismo histórico que culminou com a dúvida sobre o que é dado e informação. Várias hipóteses foram lançadas e chegaram a ideia final que a depender da análise e do tratamento que pode ser dado numa pesquisa, pode ser ter um dado ou uma informação.
Ao retomando discussão sobre o primeiro tópico do esquema foram encontradas duas matrizes filosóficas a hermenêutica e a fenomenologia. Sobre a metodologia foi discutida a multireferencialidade, este tema gerou questionamentos e dúvidas, pois a confundiram como uma filiação teórica, Inez Carvalho explicou o motivo pelo qual poderia colocá-la como metodologia.
A questão sobre a metodologia se desdobrou na discussão sobre psicanálise e o que é ou não ciência. Surgiram os questionamentos? Psicanálise é ciências? Pedagogia é ciências? Nesse momento Roseli que tinha acabado de chegar disse que não considera pedagogia como ciência, Verônica Domingues disse que em sua visão pedagogia também não é ciência. Chegaram à definição que psicanálise seria uma matriz filosófica e entraria no tópico informações paradigmática.
Por volta das 17h20min Verônica Domingues comenta que o trabalho de preencher os esquemas não foi concluindo e propõe terminar na próxima reunião, além disso, sugeriu que os membros do grupo disponibilizem seus projetos de pesquisas no repositório da UFBA a fim todos terem conhecimento das pesquisas o que irá ajudar no preenchimento do esquema. Em meio às discussões uma pessoa comenta que o termo informações não estava adequado, então foi sugerido às palavras mapa e matrizes, e por análise e votação, concluiu que seria mais adequado matrizes paradigmáticas

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ata da reunião do grupo FEP (27/03/2014)

Em 27/03/2014 às 14h10min na sala Kiriri aconteceu à 1ª reunião do semestre 2014.1 do grupo FEP (formação em exercício de professores) da Faculdade de Educação/ UFBA. A reunião teve como tema: os reais sentidos e significados de um grupo de pesquisa, tema escolhido por causa das provocações vinculadas no grupo FEP no facebook. 
Maria Inez Carvalho uma das lideres do grupo, através da música trabalho da banda Titãs fez o acolhimento do fepeanos presentes na sala, desejando-os um bom trabalho para o semestre. Após o acolhimento Roseli Gomes Sá também líder do grupo FEP instigou os colegas a discussão do tema a partir de um questionamento: qual o entendimento de vocês sobre o tema da reunião? Para contextualizar a discussão Inez Carvalho projetou a página do FEP no facebook para ler a postagem de uma pessoa que foi membro do projeto Irecê - ligado ao FEP. Essa em seu inscrito trouxe comentários almejando um posicionamento do grupo FEP frente atitudes da secretaria de educação de Ibititá.
Após a leitura houve diversos comentários diante da postura e atitude dessa pessoa, de ter utilizado uma rede social, para expor seus problemas pessoais e envolver um grupo que não tem o papel de resolver esses problemas, pois, não estar de acordo com os princípios e significados de um grupo de pesquisa. Assim foi questionado: que grupo de pesquisa queremos ser? O que culminou numa discussão sobre questões técnicas operacionais de um grupo de pesquisa. A questão da publicação foi muito discutida, levantaram opiniões de que seria necessário o grupo produzir e publicar mais artigos científicos.
O SEMFEP (seminário de formação em exercício de professores) foi lembrado em meio às discussões o que decidiram adiar, sua realização que estava prevista para o ano 2014, para 2015. Ficou decidido também, o grupo iria reservar 1 hora nas reuniões semanais para planejar o seminário.

Para o próximo encontro ficou decido que iriam ser discutidos os temas de projetos de cada integrante do grupo FEP, a fim de construir um organograma que ligasse as proposta de pesquisas individuais às do grupo FEP. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Reunião 12/12/2013 - Meus Filósofos: Proust e Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski
PRESENTES: Edilene, Eliene, Izis, Jackeline, Joselita, Roseli...

Marcel Proust 
A reunião iniciou com alguns comentários de Roseli sobre a sua aproximação com os autores, que são autores da literatura e Morin traz como filósofos, referências fundamentais. Multireferêncial. O contato de Morin com tais autores se deu na adolescência e esse aspecto do seu memorial, incitado por Joselita nos conduziu a refletir a atual intimidade dos jovens com a literatura, que tem deixado a desejar. Posteriormente, Roseli questionou quem já havia lido alguma das obras citadas por Morin, ninguém se pronunciou. E dentro do debate surgem características das literaturas russa e francesa, uma vez que Roseli caracteriza o russo como mais viceral e o francês mais racional, abstrato. As discussões seguem e Roseli pontua que Morin na adolescência se entendia como Comunista e Marxista. Refletindo pontos da sua escrita que é biografica, percebemos que quem escreve é o Morrin de hoje, não mais o Morin adolescente. Izis destaca que os escritores são muito mais capazes do que os filósofos para compreenderem a complexidade humana. Roseli levantou a diferença entre o judeu e gentio e concluímos que o gentio tratado por Morin pode ser o povo francês de modo geral, nativo. Os poetas pensantes da memória, trazidos por Morin, nos faz pensar o trabalho do memorial, que parece tempo perdido, mas que na verdade é um tempo redescoberto. É no exercício de rememoração que se alcança a memória ordinária. Dentro desse ambiente de reflexão da escrita de Morin achamos por bem ler coletivamente todo o texto e a medida que fora feita a leitura pontos iam sendo destacados e rediscutidos. E assim fluiu toda a reunião. Ao fim, acordamos que ficaria mantida no dia 19 a confraternização do grupo conforme consta no cronograma, e que cada pessoa levaria algo para um coffee break e uma lembrança simbólica para troca de presentes no grupo.  

P.S: Roseli sugeriu a leitura de um texto de Maria Lucia Guimarães, intitulado: Proust e a poética da memória.
Segue o link: http://www.ciencialit.letras.ufrj.br/garrafa12/marialuciaguimaraes_proust.html


Meus Filósofos: Montaigne, Descartes e Pascoal


PRESENTES: Edilene, Flávio, Inez, Verônica



A reunião teve início às 14h25min, do dia catorze de novembro do presente ano , os filósofos estudados foram Montaigne, Descartes e Pascoal. Sob mediação da Professora Inêz, que iniciou trazendo uma abordagem acerca da religião que aparece nas leituras dos referentes filósofos como também a subjetividade de Descartes parafraseando “Penso logo existo”, vários comentários de Tuca e Verônica surgiram nesse sentido .
Em seguida Verônica comentou da sua experiência em um evento que foi convidada onde a mesma abordou a questão da religião e a reação dos participantes do referido tema. Além disso, ler um trecho do livro e fala da pesquisa e do materialismo histórico.
Ademais o ápice da reunião foi a discussão em torno da questão referente ao ceticismo, onde Inez traz uma concepção que Flavio discordava,pois segundo Flavio um individuo por ser cético ele já acredita em alguma coisa e essa ideia não coadunava com os outros participantes. Inez retoma ao ceticismo através da leitura do conceito via web que define o termo para demonstrar a sua concepção. Logo após a esta conversa encerra a reunião.

Reunião 05/12/13 - Meus Filósofos: Marx e Hegel

PRESENTES: Daiane, Inêz, Izis, Jackeline, Joselita, Tuca e Verônica.


A reunião teve inicio com as impressões gerais de Inez e Tuca a respeito da obra e do capítulo específico, caracterizando as angústias de Morin como contemporâneas. Algumas pessoas acharam a leitura de Hegel difícil, Tuca e Inez acharam simples. As demais disseram achar um pouco mais complexa, devido a pouca aproximação com o autor. Os comentários seguem trazendo sempre a visão de Morin a cerca dos dois pensadores em questões. As participantes exemplificam relacionado o que leram com situações do seu cotidiano, ou seja, exercitam o que o próprio auto traz na obra e que é característica fundamental do memorial: a contextualização. A obra de Morin é caracterizada pelos presentes como um enriquecimento para o trabalho e para a visão de mundo. Traz a relação com a dialética até chegar à dialógica. Como obra é um memorial torna claro o contato de Morin com os filósofos. E Morin vai buscar em sua memória onde Hegel (e todos os outros filósofos) estava. É possível perceber claramente no texto a relação de suas leituras com o próprio texto. Inez fala um pouco sobre as leituras necessárias desde a época em que cursou o magistério e traz exemplos de como a gente ler e não se posiciona, em determinados momentos da vida, enfatizando com o que Morin faz durante toda sua produção: relaciona o seu pensamento com o com o que a leitura diz pra ele. Inez e Tuca concordam que esta é a obra em que encontram Morin com todas as suas fragilidades, sagacidades e sinceridade. Inez faz comparação entre Morin e Feyerabend, este último com a obra “Matando o Tempo”. Feyerabend, segundo Tuca, tem mais senso de humor, é sínico, enquanto nesta obra é possível perceber em Morin, inocência, igênuidade. VOLTAMOS AO TEXTO... Tuca traz uma citação da página 92 e comenta que ele não é cético, mas se acha cético. Fala da complexidade de Marx, esta que caminha para o holismo. Marx nega a fragmentação, mas a fragmentação existe. Segundo as presentes, o mundo é fragmentado. Como a gente quer a superação da fragmentação, um movimento próprio da complexidade é chegar à superação. Inez cita Felipe Serpa, quando este diz que Marx é mal lido. Verônica traz uma dúvida a respeito do Marxismo, se este só considera o fato realidade e desta  dúvida surgem várias reflexões sobre complexidade, totalidade, discurso do futuro, ética, consciência, emancipação, representação e abstração, concreto e abstrato; e dentre tantos conceitos surge a proposta que finaliza a reunião: dentro da complexidade dos pensadores, discutir mais sobre abstração.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Reunião 07/11/2013 - Meus Filósofos: Buda e Jesus

PRESENTES: Inêz, Jackeline, Roseli, Fábio, Tuca, Izis, Antrifo, Serginho, Joselita, Eliene.

Na reunião anterior foi sugerida pela Professora Roseli a nomeação de uma pessoa para mediar a discussão de cada dia, reunião na qual a Professora Tuca se propôs a desempenhar tal papel. A reunião do dia 07 teve início às 14:30, sob mediação involuntária da Professora Inêz, que iniciou trazendo uma observação do conceito de oco e vazio presente na obra Aula, de Roland Barthes, que coincidentemente (ou não) também aparece na obra de Edgar Morin – Meus filósofos.O capítulo da obra de Morin, discutido nesta reunião tratou de Buda e Jesus.
Roseli comentou a questão proposta por Inêz, a respeito do esvaziar no budismo, trazida por Montaine, como algo do bem, direcionando a discussão à reflexão para qual é o sentido do esvaziar? Considerando que essa noção de esvaziamento vai de encontro ao idealismo, que preza pelo acumular e o acumular. Posteriormente lê um trecho do capítulo que caracteriza o budismo comparando a crença e a prática budista ao espiritismo kardeciano. Izis traz o exemplo da novela e Rose destaca a beleza do Mantra budista.
Vários comentários surgiram nesse sentido. Levantando pontos em comum no budismo, cristianismo e o espiritismo kardeciano, bem como a racionalização da religião proposta por Lutero, enfatizando a relação do budismo com a ecologia, visto que os templos estão sempre localizados em parques envoltos de verde.
Inez retoma a discussão da diferenciação entre o oco (negativo da linguagem) e o vazio (nirvana, se livrou) e finaliza a reunião.



Sobre o III SEMFEP

REUNIÃO FEP – 31 de Outubro de 2013

Ao final da reunião na última quinta-feira (31/10) foram levantadas algumas sugestões de temas para o III SEMFEP. Inicialmente a Professora Rose sugeriu como metodologia que o SEMFEP fosse articulado com o GEMFEP e que acontecesse em forma de mini-colóquios. No decorrer da reunião, os presentes levantaram possibilidades de temáticas a serem pensadas para a definição do tema do terceiro seminário. As temáticas sugeridas foram:

Programas de Iniciação à docência;
A relação dos programas de formação com a escola;
O fazer docente;
Como os professores com formação em exercício organizam (o fazer docente) sua prática;
Avalanche de programas dentro da escola sem dialogar entre si;
PARFOR – Maria Couto
O papel (lugar) da escola dentro das políticas de formação de professores;
Quem forma o formador?

A história da formação dos professores (Escola Normal  - convidar Izabel para falar – ICEIA, Colégio Central).

E mais sugestões ainda são bem vindas! É só comentar...

Que venha o III SEMFEP!

Atenção Navegantes!

Olá Pessoal!

O blog do nosso grupo de pesquisa está de volta, recheado com as discussões quentinhas das nossas últimas reuniões.

PARA SITUAR:

Neste semestre - 2013.2 - estamos debruçados na leitura da obra MEUS FILÓSOFOS do autor Edgar Morin.

Segue abaixo nossa programação definida em reunião no dia 17/10/2013.

24/10 - Debate com o tema: A escola na mídia. Como tarefa cada um deverá postar links e textos midiáticos sobre o tema.
31/10 – Capítulos do livro: Meus Filósofos; Héraclito SEMFEP       
07/11 – Capítulos do livro: Buda; Jesus e Montaigne
14/11- Beth Rangel fará uma discussão sobre a sua pesquisa (Arte como Tecnologia)
21/11 – Capítulos do livro: Descartes e Pascal/ SEMFEP
28/11 – Capítulos do livro: Spinoza e Rousseau
05/12 – Capítulos do livro: Hegel e Marx
12/12 – Capítulos do livro: Dostoiévski e Proust/SEMFEP
19/12  - Confraternização
09/01- Capítulo do livro: As psicanálises
16/01 – Capítulos do livro: A escola de Frankfurt e Heidegger/SEMFEP
23/01- Capítulos do livro: Os pensadores da ciência e os cientistas pensadores
30/01 - Capítulos do livro: O surrealismo; Van Illich ; Beethoven e a conclusão
06/02 – DATA CORINGA (SUGESTÃO DE ATIVIDADE)/SEMFEP
13/02  - O CRIME DO RESTAURANTE

OBSERVAÇÕES: 
·        Nos dias de reuniões sobre o SEMFEP a mesma se estenderá até as 17h. Das 14 às 16h as reuniões ocorrerão com as discussões de estudo e das 16 as 17h, as discussões sobre o SEMFEP.
·         Proposta de estudo do livro “Meus Filósofos” de Edgard Morin. Leitura integral do livro, sendo que os capítulos serão divididos de acordo com nosso calendário. A proposta inclui que façamos a leitura de outras referências de gêneros variados sobre cada filósofo para complementar a discussão.
·         Estas referências deverão ser trazidas pelos membros do FEP e disponibilizadas na pasta do grupo.
·         As discussões deverão ser orientadas em que e porquê cada filósofo se aproxima ou e se distancia do seu trabalho.
·         Como o livro “O crime do restaurante chinês” de Boris Fausto foi o segundo mais votado no último semestre, e por resolvermos dinamizar a discussão sobre a escolha de um outro livro, decidimos que o mesmo será a nossa literatura do fim de semestre.
·         Manutenção do playlist, sendo que o mesmo deverá ser apresentado na linguagem poética.
·         Estiveram presentes, Verônica; Fábio; Madalena; Eliene e Daiane.
OBS: O livro “Meus filósofos” pertence à Tuca e está na sala do FEP. Checarei com a LDM se a mesma comercializa e informo por aqui. (Fabrízia)

E que venham as reuniões!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ata da reunião 26/05 - metodológico!

Olá, pessoal,

Vou começar de trás para frente: na próxima discussão metodológica, que será dia 16/06, vamos discutir a primeira parte do livro "O fim da modernidade", de Vattimo. Acabei de deixar uma cópia na pasta do Grupo FEP (pasta n. 285), na Xerox aqui da FACED.

Agora, voltemos ao começo... Tentando me encontrar na ata, me perdia na reunião... Tentanto me encontrar na reunião, me perdia da ata... Então, segue a ata meio perdida e meio encontrada...

Playlist, por Paulinha:

Após o playlist, exibimos a nossa “Tabela Metodológica”.
Inez sugeriu que fizéssemos uma discussão sobre grupo focal, pois percebeu que era uma técnica recorrente nos projetos que estavam na tabela. Fizemos uma contagem, e vimos que o grupo focal aparecia em 5 dos 11 projetos.

Atendendo a pedidos, Rosane relatou como foi o grupo focal que realizou em sua pesquisa de mestrado, na qual estudou o uso do documentário em sala de aula. Ela nos disse que tentou reunir 12 professores da educação básica aqui na FACED, e que se apoiou em Minayo para definir o número de participantes. Rosane optou pelo grupo focal porque queria perceber a relação entre os professores quando discutem juntos, ou seja, o que eles falam quando estão juntos. No grupo focal, ela não fez perguntas diretas; trabalhou com dinâmicas organizadas em 3 momentos. No primeiro momento, exibiu um filme e fez um debate sobre. No segundo momento, ela distribuiu questionários, elaborados por ela e respondidos por outros professores num momento anterior, para que os participantes do grupo analisassem as respostas. No terceiro momento, ela fez uma brincadeira com o jogo de palavras “a aula do meu filme ou o filme da minha aula?”. Segundo ela, essa brincadeira desconstruiu o discurso politicamente correto que apareceu nos momentos anteriores. Os três momentos aconteceram em um encontro só. O encontro foi filmado.
Após o relato de Rosane, Cláudia perguntou se haveria a possibilidade de divulgar o tema do grupo focal para as pessoas virem com leituras prévias para a discussão.

Rosane ponderou que isso não seria grupo focal, pois, segundo Minayo, não pode ser diretivo, e defendeu a abertura, para que as pessoas não venham “com um dever pronto”.
Narciso falou do que tem feito virtualmente... falou também sobre perguntas diretivas...
Paulinha comentou que nem toda pergunta é diretiva...
Inez argumentou que o grupo focal é usado muitas vezes como entrevista coletiva...
Joselita nos contou que, em sua pesquisa de mestrado, ela fez rodas de conversa. E que estava juntando grupo focal + entrevista coletiva...
Rosane falou sobre a diferença entre grupo focal e roda de conversa...
Isis e Cláudia entraram na querela entre grupo focal, roda de conversa, abertura, direcionamento, fuga do tema... e propuseram o nome “grupos de convergência”
 (Esqueci a ata. Entrei na discussão e parei de escrever, rsrs... quando voltei a registrar, as discussões giravam em torno das entrevistas estruturadas, semi-estruturadas...)
Segundo Rosane, o mesmo instrumento (questionário) pode ser usado tanto na entrevista estruturada quanto na semi-estruturada, e a questão que diferenciaria as entrevistas seria o acontecer.
Inez e Silvana discordaram. Silvana falou que as questões das entrevistas semi-estruturadas são mais abertas, mais subjetivas. E Inez comentou que, na entrevista estruturada, o questionário é um roteiro de perguntas que não será alterado, enquanto na semi, se trabalharia com tópicos.
Rosane discordou, defendendo que o mesmo instrumento pode ser usado nos dois tipos de entrevistas, mas que na semi-estruturada é possível mudar a ordem ou omitir perguntas. Disse também que a idéia de trabalhar com tópicos é coisas de entrevista não estruturada...
Inez atentou para a questão de usar os nomes pelos nomes, sem um maior aprofundamento, e que por isso muitos grupos focais se tornam entrevistas coletivas...
Rosane comentou que um elemento importante ao se trabalhar com grupo focal é o contar, é o descrever como foi o grupo focal...
 Inez foi além, e disse que todo procedimento metodológico precisar ser descrito nos achados da pesquisa, ou seja, descrever em que condições o que foi dito foi dito.Ela falou também sobre instrumentos que são usados, mas que não dão certo e de como trabalhar com isso...
Joselita relatou que, em sua pesquisa, propôs aos participantes (estudantes da EJA) que continuassem a conversa das rodas nos diários individuais (um caderno que ela entregou a cada participante). Na hora de analisar o material coletado, ela pecebeu que os diários não estavam em consonância com o que foi proposto, com o objetivo pensado, portanto, não foi um instrumento válido. Em vista disso, não se sentiu em condições de analisar o material e agregá-lo à pesquisa, então, optou por trabalhar com as narrativas feitas em sala, durante as rodas de conversa...

Inez comentou que, independentemente do instrumento usado, é difícil perceber a voz que está ali, qual é a persona que está falando...
Claudia citou Orlandi, lembrando que o dizer comporta também o não dizer...
Inez continuou falado sobre as máscaras, com um exemplo: um aluno de EJA falando no grupo (sua turma) é uma máscara, quando o mesmo fala em um grupo de professores, é outra máscara;

Paulinha entrou na discussão, falando sobre a análise do discurso, que, no estudo das condições de produção de um texto, quer saber quem escreve e de onde escreve... (e aí, eu entrei na discussão, e esqueci da ata... só pra variar)
Discutimos sobre análise do discurso, hermenêutica, contexto, condições de produção, Gadamer, máscaras, personas, texto, rigor, opacidade... a hermêutica foge da precisão, e análise do discurso vai em busca da precisão... tem muitas categorias... e ficamos discutindo sobre o trabalho de Joselita, pois nele aparece hermêutica e análise do discurso...
Voltamos olhar a tabela metodológica, e Rosane destacou que há uma incompatibilidade no projeto de Fábio, pois a análise do cotidiano é incompatível com a análise semiótica (e as duas aparecem no projeto). Para ela, a semiótica esfacela o cotidiano.
Fábio colocou que pretende usar a semiótica como método.
Inez argumentou que, a depender da escala, as coisas mudam e que essa permissividade, "promiscuidade" epistemológica seria possível
E após muitas réplicas e tréplicas nessa peleja intelectual, Rosane chegou à conclusão de que o caso de Fábio seria: Análise do cotidiano com inspiração semiótica.

Rosane falou também da necessidade de indicar os autores: semiótica de quem?
Fábio disse que começou com Barthes, e que agora está com Eco, pois Barthes é muito estruturalista.

Para Rosane, o pós-estruturalismo mata a semiótica. Não existe um semiótico pós estruturalista.
Silvana perguntou se Eco era intérprete ou referência...
então, falamos sobre Pierce, Saussure,Eco, linguística, semiótica, estruturalismo, coerência, icoerência, insconsistencia, epistemologia, paradigma...
... e decidimos ler Vattimo (voltamos ao começo, e chegamos no fim, rsrs).

Ah! Para terminar ata, chegamos à conclusão que Inez é Tropicália, e Rosane, Bossa Nova...
Inté + V

Ata da Reunião 12/05

SEMFEP 2012

PRESENTES:  Ana Carla, Ana Paula, Andreia, Antonio, Camila, Carine, Claudia, Clívio, Cristiana, Élica, Fábio, Flávio, Júlio, Ísis, Maíra, Maísa e Rosane.

PLAYLIST:  Rosane apresentou um vídeo de Chico Buarque e falou um pouco sobre cinema.

SUGESTÕES DE TEMAS PARA O SEMFEP
Formação de professores: relação entre universidade e escola
Linguagem e formação de professores
Formação de professores: cenários contemporâneos
A formação de professores após 11 anos de PNE
O cenário da formação de professores na Bahia
Formação de professores: outros espaços de saber, outros espaços educativos, outros espaços formativos.
Pressupostos epistemológicos para formação de professores
Cinema e educação

DECISÕES:
TEMA: Formação de professores em exercício: cenários contemporâneos
Mesa de abertura: Permanências e Emergências (uma pessoa discute nos históricos; e outra pessoa discute nos epistemológicos)
Sub-temas:
Cenários Históricos
Cenários Epistemológicos
Eixo: Escola e Universidade
Eixo: Experiência estética e Formação de Professores
Eixo: Tecnologias Digitais e Formação de professores em exercício
Eixos: Historias de vida e formação de professores em exercício
Eixos:


Estrutura do SEMFEP
Três dias de Seminário: quinta (noite); sexta (manhã e tarde); sábado (manhã e tarde); (ou quarta(noite), quinta e sexta)
Quinta: mesa de abertura + apresentação artística + coquetel
Sexta:
Manhã:
Tarde:
Sábado:
Manhã:
Tarde: plenária

Carine Oliveira

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Os nós da pesquisa (Reuniões dos dias 14/04 e 05/05) - Pesquisas do/no cotidiano (clique aqui...)

Frente às propostas metodológicas explicitadas na tabela feita pelos pesquisadores do FEP, as reuniões tomaram como temática central o cotidiano, por entendê-lo como dimensão presente em diversas pesquisas, em andamento, no FEP. A querela se instaurou quando, face à defesa de Clívio da pesquisa de acompanhamento do/no cotidiano como método, Roseli questionou: "Cotidiano é método ou campo?", ressaltando a importância em justificar teorimcamente o que Clívio tem chamado de "acompanhamento do/no cotidiano" e confrontar com pesquisas na comunidade acadêmica. Frente a esta questão, Clívio explicitou que tem pensado em tal proposta, sobretudo, a partir dos estudos de Boaventura de Souza Santos, Michel Maffesoli, Michel de Certeau e as pesquisas desenvolvidas por Nilda Alves e Inês Oliveira no âmbito da Faculdade de Educação do Rio de Janeiro (UERJ). De um modo geral, foi relatado que as pesquisas do/no coidiano se inserem num movimento de recusa às categorizações apriorísticas desmedidas que enrijecem as interpretações e vivências do/no cotidiano, o que acaba por subjugar, frente às teorias, as experiências compartilhadas pelos sujeitos nesse lócus fértil de sentidos diversificados. Foi ressaltado que as pesquisas que se debruçam no cotidiano não são, de forma nenhuma, algo novo na academina, mas que encontram-se em processo de negociação e hegemonização nas tradições das pesquisas qualitativas, o que, atualmente, tem feito aflorar uma quantidade significativa de trabalhos na comuniade científica sobre tal assunto, num movimento rigoroso de crítica e reconhecimento de seu campo de estudo e ação. Dentre as técnicas (ou seriam métodos?) de apreensão do cotidiano, discutiu-se as possibilidades oferecidas ao pesquisados pela Observação Participante. Foi possível constatar a defesa e o enaltecimento de duas perspectivas principais: por um lado, a observação participante do/no cotidiano pela perspectiva do a-con-tecimento bem como pela perspectiva da observação participante do/no cotidiano como algo "dado", posto. Na perpspectiva do a-con-tecimento, foram ressaltados as carácterísticas emergenciais, de casualidade e de negociação de sentidos que se desenrolam em decorrência das interações estabelecidas no campo empírico; notadamente, uma abordagem menos teleológica, finalista, delimitante... Já na perspectiva "naturalista", foi exaltado o caráter periférico do observador, da descrição fiel do campo e da não interferência em seu acontecimento regular, ou seja, do "não ferir" o campo quando da sua observação/descrição. Frente a estes posicionamentos, Clívio questinou: "Até que ponto devo "aceitar" o campo?", um questionamento que, segundo ele, surge da angústia de ler algumas pesquisas que se dizem do/no cotidiano sem "questioná-lo" em momento algum. Falou-se do não questionamento como recusa às "violências positivistas" comumente postas em outros tradições de pequisa e que desvalorizam experiências ricas em nome das "respostas" requeridas pela pesquisa. No entanto, termino aqui com a fala das pesquisadoras Roseli Sá e Inez Carvalho que, a meu ver, traduzem a complexidade inerente às discussões sobre pesquisa do/no cotidiano e observação participante (ou não); falas que certamente nos lançam no angustiante e particular movimento de mundo da pesquisa científica em educação: "Compreender não é dizer amém!"(Carvalho, 2011, informação verbal); "Sem dúvida existe a 'violência positivista' que já tem sido bastante trabalhada, mas devemos ver também que a omissão não deixa de ser um tipo de violência também, [...], os sujeitos trazem suas referenciais, nós, as nossas, e o aprendizado no cotidiano se dá também com essas interações, com esta ampliação de referências." (Sá, 2011, informação verbal).
Até a próxima,
Clívio Pimentel Jr.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Reunião dia 07/04 - SemFEP - Seminário sobre Formação em Exercício de Professores

Em meio ao burburinho que se instaurou na reunião, foram tomadas algumas decisões em relação ao SEMFEP (abaixo). Também foram formadas comissões para otimizar a organização do evento. Pedimos àqueles que ainda não se encaixaram nas comissões que indiquem a que considera ter maior afinidade e discuta com os demais sobre os trabalhos a serem realizados.

Decisões:

- O segundo SEMFEP será em 2012, mas começaremos a organizá-lo este ano, para ter tempo hábil para conseguirmos financiamento.

- Definição do tema:

- Formato (público alvo, modos de participação)

- Levantamento de instituições parceiras: UNEB – Marcea; UEFS – Marcelo; UESB: Silvana, Sandra e Jorgeval; IAT, UNIFACS – Luiza; UNEF – Rosane e Élica

- Levantamento de editais para apoio a eventos: Clívio, Narciso

- Levantamento de outros patrocínios: Bete, Joselita, Gilmara, Claudionor, Verônica

- Convidados: tod@s

- Comissão científica: Geovana, Rosane, Andaiá

- Comissão organizadora: tod@s

- Campanha publicitária (internet, blog, panfleto, etc. etc.): Élica, Clívio, Fábio, Verônica

- Inscrição: gratuita ou com taxa de inscrição (convênio para pagamento, criação de espaço no módulo GERE)? Paulinha, Isis, Carine

- Anais (em CD-Rom)

- Memórias do I Semfep: Cláudia, Isis, Narciso

- Certificação pela Pró-reitoria de extensão: Paulinha, Isis
- Enviar para a lista de discussão: sugestões de temas e datas para o SEMFEP (na reunião de maio, decidiremos o tema e formaremos uma equipe para elaborar o projeto do evento).

- Para a próxima reunião sobre o SEMFEP, trazer levantamento dos eventos programados para a FACED e outros eventos nacionais.

- Fazer o rascunho do texto com a memória do I SEMFEP

Abraços,
Clívio Pimentel Jr.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Reunião dia 31/03/11 - Discussão do texto - Currículo, Política, Cultura. Autora: Alice Casimiro Lopes.

Estiveram presentes: Fábio, Geovana; Marcelo, Claudionor, Inez, Narciso, Clívio, Élica, Rosane, Ana Carla, Andréa, Carine, Camila, Cláudia, Rose

Escolha do livro: Admiravel Mundo Novo; O Cavaleiro Inexistente; Morangos mofados; Clube do filme; 1984; O barão nas árvores; Homero. Será colocado estas opções no blog. A escolha, através de votação, deverá ser feita até a próxima reunião.

Playlist – Fábio: Trecho do livro a Arte da Guerra (que fala sobre contigências) e a música Brincar de Viver de Maria Bethania. Aqui faço uma crítica a minha escolha. Percebi que a Arte da Guerra não teve significado pra maioria dos que ali estavam. Pra mim também não. O curioso é que num primeiro momento, quando fiz a escolha, tinha um sentido enorme que era justamente contrapor com a música da Bethânia e buscar as divergências na construção/realização do acontecer.


Enfim...


Discussão do texto de Alice Casimiro Lopes: Currículo, Política e Cultura.

LOPES, Alice Casimiro. Currículo, política, cultura. In: DALBEN, A. I. L. F. (Org.); PEREIRA, J. E. D. (Org.); SANTOS, L. L. de C. P. (Org.) ; LEAL, L. F. V. (Org.); GARIGLIO, J. Â. (Org.); BRAGA, R. B. (Org.); PEREIRA, J. S. (Org.); SIMAN, L. M. C. (Org.); CUNHA, M. A. A. (Org.). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: Currículo, Ensino de Educação Física, Ensino de Geografia, Ensino de História, Escola, Família e Comunidade. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. 734 p.

Inez comentou sobre o estranhamento do termo ou do conceito de contingências na academia (me senti bem incluso nisso, mesmo tendo feito a seleção do mestrado que continha este texto e trabalhando com as incertezas...)

Para Marcelo,quando a política ultrapassa a prática discursiva há o conflito do que foi excluído devido à escolha que não é feita através de vontade única dos que “jogam” este jogo político, mas sim de situações que já se encontram pré-determinadas em um determinado contexto. (Poder colonizador do alto)

Inez diferencia o mundo das virtualidades, onde pode tudo, e o mundo “real-concreto” onde nem tudo acontece, devido às diferenciações espaço-tempo e as diversas singularidades.

Marcelo discorda da autora do texto, pois pra ele não há consenso, negociação na definição das políticas públicas. As relações de poder são exclusivas do campo da política.

Não havia uma rinha programada, mas Marcelo e Inez construíram uma, no a-con-tecer da discussão. Isso é que é fazer política (para Marcelo, não)!

Ps: Desculpem-me os que não lembrei, ou que não sei o nome, pois não fiz a presença na hora e sim agora lembrando da arrumação espacial na sala de aula. Basta postar nos comentários do blog quem teve e não tá aqui na ata.

Fábio Pessoa

Reunião dia 24/04/11 - Planejamento do semestre!

Ata da reunião do FEP


Presentes: Inez, Roseli, Paulinha, Rosane, Fábio, Ana Carla, Flávio, Carine, Marcelo, Maísa, Joselita, Clívio, Maíra, Camila, Claudionor, Andreia, Geovanna, Élica, Cláudia, Isis, Verônica
Discussão sobre a regularidade da reunião – quinzenal ou semanal? As reuniões continuarão semanais, mas com possibilidade de ampliar o tempo do encontro.
Escolha do livro do semestre. Claudionor enviará uma lista de livros para posterior escolha. A discussão do livro será 07 de julho (data de encerramento do semestre).


O que fica:
- playlist ligado à temática do dia e com o uso de qualquer expressão artística
- 2 rinhas (Waldomiro e Dante/ Teresinha) – história “filosofada” da ciência
(Marli, Cândida/ Cida e Jô Bahia) - discurso pedagógico sobre escola e o fazer pedagógico na escola
- Paulinha fará a tabela metodológica para preenchimento online do grupo.
- Clívio fará pesquisa dos editais disponíveis para financiamento do II SEMFEP.
- Tema do texto encomendado: pra que escola?
- Um dia para assistir a um filme na sala de arte da UFBA ao meio-dia. Neste mesmo dia, o encontro terá mais tempo.

Calendário:

17/03 – dinâmica de Inez – O sapo não lava o pé

24/03 – organização do cronograma

31/03 – discussão do texto “Currículo, política e cultura” (utilizado na seleção do mestrado) – Fábio fará o playlist.

07/04 – organização do II SEMFEP

14/04 – nós da pesquisa - discussão da tabela metodológica

21/04 – feriado – prazo final para socialização do texto encomendado

28/04 – discussão dos textos encomendados

05/05 – nós da pesquisa...

12/05 – II SEMFEP
19/05 – texto...
26/05 - nós da pesquisa...
02/06– texto...
09/06 – II SEMFEP
16/06 – nós da pesquisa...

07/07 – discussão do livro

quinta-feira, 31 de março de 2011

Retorno das Férias: Reunião do dia 17/03/11 - Por que o sapo não lava o pé? (Clique aqui para ver excertos)

Presentes: Maíza, Silvana, Clívio Rosane, Claudionor, Flávio, Carine, Claudia, Fábio, Elica, Isis, Paulinha, Rose, Inez, Maira, Núbia, Jeane, Jorgival. (será que esqueci alguem? Me perdoem desde já caso tenha acontecido isso).


A reunião teve inicio com a apresentações pessoais: temos cinco novos estudantes da Pós-Graduação: Fábio, Flávio (mestrado); Isis (mestrado), Claudia (doutorado) e Elica (doutorado). Tivemos também a participação dos que, por brincadeira, denominamos de "aspiras", estudantes/profissionais que estarão estudando conosco no grupo.

Inez deu início às discussões trazendo a cantiga infantil "O sapo não lava o pé" na forma de questionamento "Por que o sapo não lava o pé?", como mote para discutirmos aspectos epistemológicos das idéias de diversos filósofos e sociológos, partindo de respostas simuladas que cada um daria a tal pergunta.

Comentou-se a simplificação e a caricatura do pensamento dos autores nesses trechos e, a partir dai, discutiu-se a simplificação das idéias de autores nas pesquisas acadêmicas.. Surge o seguinte questionamento: a simplificação é sempre ruim? A simplificação é útil e até mesmo necessária, sendo, em muitos casos, inevitável, uma vez que é impossível conhecer e falar de todos profundamente. Alertou-se para que a simplificação não caia em incoerência com o pensamento do autor (o que é muito comum em casos de redução simplista das idéias dos autores nas pesquisas). Por fim, surge o seguinte questionamento: E você, por que o sapo não lava o pé no seu projeto? No link acima, os trechos para que cada um pense no(s) porquê(s) do sapo não lavar o pé no seu projeto...rsrsrs..
 
Abraços e até a próxima semana!
 
Clívio Pimentel Jr.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ATA FEP 07/10/10

Presentes: Marcelo, Narciso, Verônica, Maisa, Núbia, Heloisa, Clivio, Joselita, Claudia, Élica, Jeane, Bete, Ivana, Julio, Luiza, Jorgeval, Jozimar,


Obs: Roseli, Paulinha e Isis estavam na reunião com pessoal da Info Jr


A reunião inicia-se com o playlist Verônica que nos trouxe um vídeo-documentário do cineasta Fábio Gavião .  O  curta está presente no site do Porta-curtas Petrobrás intitulado “O Pequeno e o Grande” (acesse aqui) e conta com a seguinte sinopse:


Em um morro carioca, o lúdico da cultura popular infantil vence o trágico da violência cotidiana. Mais uma reflexão audiovisual urgente do projeto Marco Universal. O morrinho é uma maquete feita de pedaços de tijolos que ocupa 300m² dentro da Favela do Pereirão, Zona Sul do Rio de Janeiro, criada há 10 anos por crianças. Neste ano o "morrinho" foi convidado a participar da Bienal de Veneza, a mais importante mostra de arte contemporânea do mundo. Pequeno/Grande revela um pouco desta trajetória. Estes meninos, criadores do morrinho anos atrás, agora são homens, suas vidas foram transformadas pela arte, o trabalho, a solidariedade e a força do grupo. A formação destes meninos, foco deste filme, é a exceção que confirma a regra.


A partir desse vídeo, inicia-se uma discussão sobre a cultura e o financiamento de instituições que patrocinam ações voltadas a cultura popular. Citam como exemplo, os pontos de cultura patrocinados pelo Estado. Outras questões mencionadas tamgem osobre o cuidado com quem constrói os projetos e  seu público alvo; O material reciclado que transforma-se em jogo e transforma vidas de pessoas que são invisíveis na sociedade, mas que, através de um projeto simples e com a arte, expõem hoje pelo mundo o que fazem em casa, a arte de todos os dias. A discussão é focada em cultura, sobre quem faz e quem promove, a classe média que investe e aque articula ações mínimas, mas, questiona-se o que acontece depois? Será que esse curso de maquete com uso de material de construção é ofertadopara todos? E estes meninos sobreviverão disso? Comenta-se sobre a  possibilidade de uma nova visualização daquilo que está socialmente fadado ao fracasso; A questão de sair do lugar em que se está para conhecê-lo melhor, a visibilidade (e valorização) que vem pelo olhar externo; A questão da auto-estima e identidade; Apostar em pluralidades; Simulacro do real; Sobre como os meios de comunicação de massa estão mais democratizados hoje além das institucionalização das profissões.


Em função do calor desta discussão e da ausência de Inez a equipe combinou  de deixar para o próximo encontro a conversa sobre disciplinarização, seguida da indicação de Roseli com o texto “Transversalidade e educação: pensando uma educação não-disiplinar”, de Silvio Gallo.

O sujeito da pesquisa - ata 23/09/10

                                                                                                    
 Presentes:
Roseli, Inez, Ivana, Geovana, Julio,Elica, Claudia,Marcelo, Tuca, Verônica, Isa, Heloisa, Fabio, Daiane

Narciso nos brindou com o playlist dedilhando no violão músicas dos memoráveis Beatles. Em seguida, iniciamos a discussão da reunião de linha sob a coordenação de Roseli abordando a temática: o sujeito da pesquisa, a partir do livro “Pós-estruturalismo e filosofia da diferença” de Michael Peters.



Algumas questões que nortearam e inquietaram as discussões:

 O que representa o sujeito hoje? Foi dissolvido ou não? Foi detonado? Onde anda? Ele morreu? Quando começou a nascer? Distinção entre sujeito ontológico e epistemológico metodologicamente; Quando é possível ter um sinal de acanhamento mesmo com a morte do sujeito, fazendo um trabalho de investigação para deixar o sujeito aparecer? Sujeito frente ao objeto; Sujeito no mundo ou sujeito esmorecido; Morte do sujeito e morte de um modelo do sujeito; Dependendo da metodologia utilizada, pode-se usá-lo ou ofuscá-lo;

O sujeito nunca partiu (Castoriadis); Trabalhar autonomia desse sujeito; O estado do sujeito hoje; O sujeito tem a ver, precisamente, com o humano? Sujeito é aquele que se domina, pois a humanização tem a ver com o animalesco, logo, fala-se de dominância, civilização, urbanidade, quando você está atrás dessa urbanidade, está atrás desse sujeito; Não se deve discutir sobre o sujeito sem atentar para realidade virtual e concreta; ele se constitui sujeito também enquanto linguagem;

 
_______________________________________________________

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Projetos Fepeanos e Ciranda de livros - ata 16/09/10

Atas feitas por Roseli e Rosane:

Rose:

Presentes: Rosane, Roseli, Paulinha, Núbia, Verônica, Jeanne, Isis, Clivio, Julio, José Domingos, Giovana, Tuca, Joselita.

Fez-se a distribuição de novos exemplares trazidos para a Ciranda.

Livros novos e empréstimos:

O livro O capitão e a sereia trazido por Veronica ficou com Giovana

O livro Anansi, o velho sábio trazido por Tuca ficou com Roseli

O Os saltimbancos trazido por Verônica ficou com Joselita

O livro O casamento da princesa Verônica ficou com Nubia

O livro Uma professora mto maluquinha trazido por Verônica ficou com Julio

O livro Atrás da porta trazido por Verônica ficou com Paulinha

O livro Dona baratinha trazido por Verônica ficou com Isis

A historia de biruta trazido por Verônica ficou com Jeane

Devoluções e novos empréstimos:

Um gato chamado gatinho devolvido por Isis trazido por Paulinha ficou com Rosane

O livro O menino que tinha rabo de cachorro devolvido por Julio trazido por Nubia ficou com José Domingos

O livro O frio pode ser quente devolvido por Julio trazido por Nubia ficou com José Domingos

A boneca de pano Rose trazido por Inez foi devolvida por Narciso e levado por Rose

Outros livros trazidos por Verônica e não emprestados:

O livro Se as coisas fossem mães trazido por Verônica ficou com

O livro Conversa de passarinhos trazido por Verônica ficou com

A historia de biruta trazido por Verônica ficou com

Se um dia eu for embora trazido por Verônica ficou com

Sete historias para sacudir o esqueleto trazido por Verônica ficou com

O guarda-chuva do vovô trazido por Verônica ficou com

O livro Anacleto trazido por Verônica ficou com

O fazedor de amanhecer trazido por Verônica ficou com

O menino maluquinho trazido por Verônica ficou com

Além do rio trazido por Verônica ficou com

Bicho que te quero livre trazido por Verônica ficou com

Bicho-papão pra gente pequena; bicho-papão pra gente grande

Pluft, o fantasminha trazido por Verônica ficou com

Memórias de um sargento de milicias trazido por Verônica ficou com

Contos de adivinhação trazido por Verônica ficou com

Possíveis temas (Rosane vai enviar com mais detalhes):

• Como lidar com os conhecimentos do cotidiano?

• Concepções de formação, experiência, práxis

• Ciência e pós-modernidade

• Qual a visão de sujeito que temos? Essa visão determina a forma como

• Formação como continuidade

• Questões metodológicas: escolhas, tratamento dos achados,

• Ensino de...

E nada mais havendo a tratar..,...

#############################################
Rosane:

FEP - Ata da reunião do dia 16 de setembro de 2010:

Presentes: Rosane Vieira, Ana Paula, Roseli Sá, Tuca Tourinho, Julio, Geovana, Ísis Ceuta, Clívio Pimentel, Joselita, José Domingos, Jeane, Verônica Rangel e Núbia Paiva.

Não houve playlist pelo fato da ausência de Bete.

Rosane, Joselita, José Domingos, Geovana e Jeanne expuseram sua pesquisa de forma aligeirada para que haja uma estimulação de temas geradores a serem discutidos no grupo. As mesmas não apresentaram no último encontro como os demais pesquisadores. Seguem as exposições de forma sintética:

Rosane – tema: a experiência fílmica como disparadora da experiência pedagógica da comunicação.
- campo: Tapiramutá e Irecê.
- como: pesquisa-ação nos GECi dos cursos em Tapiramutá e Irecê e no projeto em Tapiramutá.

Joselita – tema: o conhecimento curricular na visão dos estudantes no 3º.

Tempo da EJA.
- campo: colégio estadual que atua – estudantes do 3º. tempo.
- como: estudo exploratório e pesquisa-ação participante.

Jeanne – tema: formação de professores em contextos colaborativos:

professores inclusivos numa escola para todos.

- campo: FEP- Projeto Irecê.

- como: pesquisa-ação colaborativa/ núcleo psicopedagogia/ FPCE-UC

e FACED-UFBA.

Geovana – tema: a qualificação da experiência dos professores

alfabetizadores.

- campo: Boa Vista do Tupim/ Projeto Chapada.

- como: estudo de caso, acompanhamento ddos professores

alfabetizadores.

José Domingos – tema: formação do professor: uma contribuição para uma

melhor análise (currículo).

- campo: Ribeira do Pombal – professores do ensino ]

fundamental.

- como: estudo de caso.

Temas de discussão sugeridos:

• Práxis e poiesis

• Disciplinarização

• Sujeito de pesquisa

• Cotidianidade

• Ensino de...: aproximações epistemológicas e troca de figurinhas (discussão sobre a experiência do ensino de...)

• Saber e conhecimento

• Ciência e pós-modernidade – compreensão da contemporaneidade

• Diferença ontológica

Cronograma:

23/09 – discussão sobre sujeito da pesquisa a partir do livro “Pós-estruturalismo e filosofia da diferença” de Michael Peters (leitura obrigatória). Coordenação: Roseli.

30/09 - SIEPE

07/10 – disciplinarização. Coordenação: Inez.

14/10 -

21/10 – compreensão dos conceitos aristotélicos práxis e poiesis. Coordenação: Luísa e Rosane.

28/10 - Ciência e pós-modernidade – compreensão da/na contemporaneidade (Clívio e ...)

04/11

11/11

18/11 - literatura

25/11 - FORMMACE

26/11 - confraternização



domingo, 12 de setembro de 2010

Projetos Fepeanos - 09/09/10


Play list: Marcelo. Músicas de Tom Zé e Egberto Gismonti   (palhaço)

Roseli explicitou a pauta da reunião e fez apresentações dos participantes.

 
Inez sugeriu que as apresentações fossem por grupos de temas. Definiu-se pela apresentação por orientadores.

Fez-se a distribuição dos primeiros exemplares trazidos para a Ciranda.

O livro Rose trazido por Inez, ficou com Narciso
O livro Um gato chamado Gatinho trazido por Paulinha ficou com Isis
O livro Contos de morte morrida trazido por Isis ficou com Inez
O livro Contos de enganar a morte trazido por Núbia ficou com Bete
O livro O menino que tinha rabo de cachorro trazido por Núbia ficou com Júlio.


Os orientandos de Inez começaram a apresentação.

Marcelo – epistemologia do ensino de geografia. Considera que as publicações em geral tratam de metodologia. Quer trabalhar com os conceitos.
Vai trabalhar com professores em formação que já atuam, para saber como trabalham com problemas referentes a geografia
Como usam categorias teóricas e avaliar o entendimento dos conceitos, principalmente paisagem e espaço e a implicação desse entendimento em sala de aula.
Período década de 1980.

Narciso – a formação de professores que ensinam matemática.
Vai pesquisar nos projetos Irece e Tapiramuta, sobre questões curriculares; a montagem caleidoscópica do currículo sugere também o desenho metodológico.
Quer trabalhara relação da atividade com a rede de saberes da proposta curricular como um todo. Como formação matemática pode abraçar essa rede de saberes e como cada pessoa se vê nessa rede de saberes.
Obstáculos curriculares a partir dos obstáculos epistemológicos de Bachelard

Paulinha – ampliação da esfera da presença do ser, experiência, formação no projeto Irecê. Já concluiu o trabalho de campo; está acompanhando os professores-cursistas do projeto. Investigou as narrativas nos diários de ciclo (do Ciclo Um ao Quatro). Referenciais da Hermenêutica, etnografia, abertura à experimentação.

Clivio – o que se diz sobre ciência e conhecimento científico na prática docente. Vai abordar práticas discursivas, análise do discurso. O campo será o estágio supervisionado de ciências biológicas. Ambiência, acompanhamento do cotidiano no cotidiano.
Conceito de ambiência, ressonâncias. Maffesoli, Boaventura S Santos
Dimensão ontológica. Conceito do acontecer; contextos; autonomia.


Orientandos de Tuca

Iza – Investiga profs e estudantes, que sentidos tecem a partir da interação com o game, se visualizam possibilidade de atuação no campo pedagógico. Campo professores a graduandos de historia e áreas afins, pesquisa quali quantitativa. Participativa. Depois fez grupo focal. Fez oficinas na UNEB para quem atendeu ao convite.
Categorias: ensino de historia; jogos digitais; history games.

Jorgeval – O conhecimento dos professores de história sobre a historiografia da África. Vai trabalhar com professores do ensino médio de Salvador.
Vai fazer entrevistas e depois laboratórios, de preferência no IAT.
Conhecimento e espaço africano.

Silvana – Processo ensino aprendizagem e formação sobre o ensino de língua portuguesa para atuação na EJA. Vai trabalhar com professores de um grande colégio em Jequié, o IERP, onde atua e na sequência investigar a formação dos licenciandos da UESB. Observações sobre atividades práticas, a partir de ações do PIBID.
Referenciais o processo de ensino aprendizagem; lingüística da enunciação.


Orientandos de Roseli

Luiza – contextualiza a escolha do tema. Entrelaçamento entre o conceito de práxis, práxis pedagógica e formação de professores. Referencial da hermenêutica.
Busca os sentido de práxis do curso e no curso.
O campo é o Projeto Tapiramutá.
Hermenêutica fenomenológica, a analítica existencial em Heidegger. Praxis como constituição ontológica e não propriamente como conceito.

Julio – Invisibilidades na escola; ressonâncias no currículo da rede municipal de ensino de Irecê.
Campo, salas do ensino fundamental II na rede municipal. A partir da identificação do visível, pretende identificar elementos de invisibilidade.
Observação direta. Análise documental.
Referenciais: Currículo; a questão do ser (Heidegger, Gadamer)

Nubia – O saber da experiência como artefato de formação. Estudo de caso com grupo de professores em formação.
Referencial – práxis pedagógica; identidade; compreensão.


Temas de projetos para seleção:

Bete –.Como professores reconstroem saberes em seu processo de formação. O tema nasceu da itinerância como professora nas séries iniciais, como coordenadora e agora como docente em cursos de formação de professores em exercício da disciplina Fundamentos da ação pedagógica.
O campo será o próprio curso em que atua. Vai investigar os memoriais dos professores em exercício.
Referencia-se em Novoa, Tardif, Elizeu Souza, Gadamer, Dubar, Macedo.

Após as apresentações, decidiu-se que haverá nova discussão na próxima quinta dia 16 para definir o cronograma.

Definiu-se por meio de votação o livro para leitura coletiva e discussão no último dia: Um rio chamado tempo; uma casa chamada terra, de Mia Couto.

E nada mais havendo a tratar....

Presentes: Inez, Marcelo, Roseli, Luiza, Paulinha, Narciso, Iza, Jorgeval, Silvana, Núbia, Verônica, Elisabete, Jane, Isis, Clivio, Julio.
Justificaram ausências: Tuca, Joselita, Gilmara, Giovana, Marcea, Fabio.

Equipe FEP

Programação e produções Fepeanas - Relato 01/10/09

Olá meu povo,

Hoje, sou o relator da nossa reunião! Se Rose estava preocupada em preservar a graciosidade de tal tarefa em nome de Renata, imaginem eu! Todo bruto! rsrsrs...

Vamos ao relato!

Na reunião de hoje, estava prevista a presença de Maurício Mogilka para saciar/alimentar nossas provocações a respeito das contribuições deweyanas sobre experiência. No entanto, o mesmo não pode comparecer, remarcando a sua presença para a próxima semana. Diante da situação, a partir das provocações feitas por Verônica, resolvemos discutir a organização do grupo FEP no que diz respeito à articulação entre os membros do grupo visando a produção.

Discutimos, primeiramente, sobre o site do grupo de pesquisa e ficou confirmado a apresentação dos esboços do site para o dia 15/10/09; responsáveis: Clívio, Ivana e Paulinha. Ainda sobre o site, o grupo firmou o compromisso de pesquisar e enviar links de variados grupos de pesquisas pra nos ajudar com o desenvolvimento dos esboços.

A equipe discutiu também sobre o livro " Formação e..." que foi (ou está) sendo organizado por Marcelo e Catarina e algumas dúvidas surgiram: Conteúdo do livro (se ainda existe espaço para artigos); Temática e etc. Sugerimos, então, que Marcelo disponibilizasse os artigos que já estão prontos para o livro na lista do grupo para nos mobilizarmos a respeito. Ainda sobre este assunto, surge a idéia do grupo assumir uma edição temática da revista da FACED, caso não tenhamos edital de publicação de livros.

Gilmara e Paulinha, tomadas pela animação das discussões (rsrs..), comentaram também sobre a possibilidade do grupo se mobilizar também para o evento em Portugal!!!

Rose Chegou!!! rsrsrs...

E já chegou alertando que o desenvolvimento e manutenção do site deve garantir visibilidade ao grupo de pesquisa. Propomos então, a princípio, colocar um link do site do grupo na página da FACED, para que as pessoas que visitarem a página do PPGE e suas linhas de pesquisa fossem encaminhadas à página do FEP.

Verônica vai ao quadro (depois de um dia de aula...Palavras da própria...rsrs...) e iniciamos a (re)organização do calendário para o final do semestre. (Re)organização, pois, concordamos que a dinâmica adotada não está funcionando muito bem. O calendário proposto ficou da seguinte forma:

08/10 - Maurício Mogilka

15/10 - Esboço do site do grupo de pesquisa (Clívio, Ivana e Paulinha); Posição de tuca sobre a revista da FACED (informações a respeito da publicação dos artigos do grupo); Painel temático sobre experiência (integrantes do grupo que trabalham com este tema em suas pesquisas).

22/10 - Apresentaremos a proposta de evento do grupo FEP; Apresentação de Projeto de Ieda.
29/10 - Experiência Estética em Jauss (Rosane)
05/11 - Apresentação de trabalho (Joselita) obs: Joselita ficou de confirmar...
12/11 - Apresentação de trabalho (Narciso)
19/11 - Apresentação de trabalho (O grupo sugeriu Marcea, mas ainda não confirmamos com ela)
26/11 - Apresentação de trabalho (O grupo sugeriu Marcelo, mas ainda não confirmamos com ele)
03/12 - Confraternização.

Para finalizar sem culpa de ter esquecido algo importante, Morin:

"Todas as percepções são, ao mesmo tempo, traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e codificados pelos sentidos. Daí resultam, sabemos bem, os inúmeros erros de percepção que nos vêm dos nossos sentidos e dentre eles, o mais confiável, o da visão."

Beijos e abraços,

Clívio Pimentel Júnior

Experiência de Dewey - Ata 24/09/2009

Estiveram presentes hoje Tininha, Narciso, Paulinha, Fabio, Marcelo, Maiza, Vanessa, Roseli.

Muitas ausências, não? Quase todas justificadas, é bem verdade, mas apesar da qualidade de nossas discussões, sentimos falta de todas/os e chamamos pra pensar no andamento de nossos encontros.

Mas, vamos ao relato. Infelizmente nossa Renatinha não pôde vir hoje, então cuidei eu mesma de fazer isso, correndo o risco de não dar conta do recado de forma tão graciosa.

Continuamos a discutir experiência a partir do texto de Dewey. Fabio puxou as falas questionando a noção de estética e assim fomos puxando interessantes discussões, das quais vão aqui alguns achados:

Experiência é qdo se age e se torna consciente das conseqüências (?), é qdo algo te muda. Ao realizar o experimento, ele retribui sua ação

O sentido não está em mim nem nas coisas, mas na experiência.

Se contrário, fica na essência

Vc faz alguma coisa e essa coisa faz algo a você

Só tem experiência se for significativa, se não for será vivência

Experiência nos leva para o imponderável

Experiência pode ser intencional?

A busca por ela, sim

Ao interpretar a passagem da rolagem das pedras apresentada por Dewey, veio a idéia de que na formação ou no curso das experiências, pensa-se um “alvo” imóvel (seriam as intenções, os objetivos?), mas a experiência se constrói na movência, na errância.

Nesse ponto, Marcelo sugeriu a leitura do poema de Constantino Kabvafis, Ítaca e seguimos nossas discussões, tentando ter uma experiência!

Narciso ainda nos brindou com formulações da linguagem matemática, ou seja, traduziu matematicamente o pensamento de Dewey, para discutir conceitos de acumulação, imanência, experiência encontrados no texto.

Tininha declarou que o texto em estudo não está diretamente ligado a seu objeto de estudos, mas poderá proporcionar experiências.

Viram? Tivemos uma rica discussão. Tivemos experiências?

Marcelo vai entrar em contato com Marcelo Mogilka para agendar o encontro da próxima semana. Até lá. Lembrem-se que para nossos encontros buscamos a totalidade! Bjs. R

Hermenêutica e pesquisa em educação - Ata 07/08/09

Ao som de "Como nossos pais" interpretada por Elis Regina, Iêda iniciou o playlist seguido por "Mulheres de Atenas" de Chico Buarque, finalizando com "Faz parte do meu show" de Cazuza.
Roseli inicia a apresentação falando de Hermes, o Deus mensageiro alado, descobridor da linguagem e da escrita, decifrador e cifrador representando uma figura ambígua com o dom da transmutação, fazendo alusão a imagem de "Exu".
Segundo seu conceito, a hermenêutica seria a arte de interpretar o sentido das palavras, leis e textos, principalmente a decifração e organização dos textos de valor histórico e sagrados (bíblicos), sendo assim, uma doutrina da arte de compreender, segundo Gadamer.
Através da sua triplicidade semântica (dizer, explicar e interpretar) ela nos traz a compreensão em detrimento do esclarecimento e de explicações definitivas. Com isso, traz a vida para a ciência pois, torna-se base da ciência de espírito, o que não está no plano natural. Segundo Heidegger, é o resgate da humanidade, a interpretação como algo estruturante do ser humano, ou seja, interpretar para compreender. Após a explanação, surgiram as provocações seguidas das discussões: "O que é interpretar?"(Verônica); "A interpretação precede a compreensão?"(Tininha); "Pode haver compreensão sem interpretação?"(Márcea); "O mundo já é em si interpretação o tempo todo!"(Marcelo).
Em seguida, Rose nos mostra que a hermenêutica está sendo mais utilizada como uma metodologia, pois as Ciências Humanas passaram a incorporá-la mais. Mais do que isso, segundo Rosane, é uma epistemologia, pois nas palavras de Heidegger: "a hermenêutica é/ou deveria ser a própria filosofia", o q ue foi seguido com uma ratificação enfática de Rose: "Filosofia é fazer hermenêutica!" .
Vimos ainda que a hermenêutica está em toda parte, pois faz com que o sujeito se direcione para prática social para a busca da compreensão e a traga de volta a seu mundo. Com isso, temos a idéia de que estamos a todo momento interpretando coisas.
Com a entrada da Antropologia, houve o enriquecimento da hermenêutica, o que traduz nos dias de hoje uma encruzilhada, fazendo com que todos os caminhos das Ciências Humanas passem pela Antropologia, o que traz um constante debate com outras disciplinas. Logo, em qualquer pesquisa antropológica , há um enfoque hermenêutico. Segundo o próprio Hermes, "o patrono da Antropologia é o Exu".
Através da idéia de compreensão do mundo, vê-se que a hermenêutica não pode ser vista com um enfoque unidisciplinar, pois representa a idéia do ser humano para compreender a maneira pela qual compreende. Surge então um questionamento de Rose: "por que hermenêutica de um currículo?", trazendo à tona discussões sobre currículo, seu fenômeno e processo complexo, que envolve o olhar por óticas distintas percorrendo os caminhos da itinerância e errância, levando-o a compreender por diferentes sistemas de referências e apreendê-lo mais globalmente. Ocasionando assim, na leitura através de linguagens distintas.
Já que "mestre não é quem ensina, mas quem de repente aprende", concluímos portanto que a hermenêutica possibilita a compreensão não por esclarecimento, mas por caminhos tortuosos e até ambíguos, tal qual ratifica a sua triplicidade semântica.

Cinema e literatutra - Ata 04/06/09

Após ouvir diversas canções, estilos de música e sugerir melodias, o playlist desse encontro teve "o dedinho" de várias pessoas do grupo. Na verdade foi um verdadeiro mosaico musical até chegar à escolha, no qual ouvimos desde bandas nacionais até os clássicos de trilhas sonoras de filmes, mas.... a música escolhida foi a da banda tipicamente pernambucana "Cordel do Fogo Encantado". Com seus batuques de maracatus e repiques de tambores a música ecoava pela sala da reunião, nos quais ressoaram mais que a própria voz do cantor, José Paes de Lira, o Lirinha, fazendo menção ao lirismo declamado nos seus poemas em meio a sua cantoria. Tal escolha da banda não foi à toa, pois a mesma surgiu num cenário que mesclavam representações teatrais com os espetáculos musicais. Como nosso bate-papo versa sobre contexto cinematográfico e literário, nada melhor para esse playlist que a música "Anjos caídos (ou A construção do Caos)", trilha sonora do filme "Deus é brasileiro" de Cacá Diegues.

Decorrido o playlist, Fernanda e Renata iniciaram a apresentação falando um pouco sobre o projeto Permanacer e a temática desse encontro, voltado para o universo literário, com a escolha do livro "Os 100 melhores contos brasileiros do século" onde o autor, Ítalo Mariconi, reuniu uma seleção de obras-primas dos mais renomados autores de nossa literatura, como Cecília Meireles, Drumond, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, Clarice Lispecto, Rubens Fonseca dentre outros gênios literários . Tais narrativas remontam épocas e temáticas diversas, desde contos rurais, urbanos, modernos e pós-modernos, nos trazendo inquietações capazes de emocionar e por que não? divertir em meio a narrativas violentas, bucólicas e nostálgicas.

As meninas expuseram suas visões sobre os contos, que focam mais o universo adulto, por conter temáticas como violência, preconceito e morte, e encontraram assim, certa dificuldade na escolha do conto para apresentação ao público infantil, que acontecerá em Irecê, mas se decidiram pela narrativa de "Por um pé de feijão", do autor Antônio Torres.

Inez nos conta sobre a metodologia do Gelit, onde os cursistas fazem a leitura e a narrativa de contos, e quão interessante é essa abordagem feita pelas meninas, através de representação cênica. Em seguida, Fernanda nos mostra um breve sobre a vida e carreira de João Silvério Trevisan, autor do conto escolhido para representação do dia, "Dois corpos que caem". Neste conto, as meninas fizeram a leitura de um diálogo entre dois caras que se encontram no exato momento em que decidiram se suicidar, em plena queda de um dos mais altos prédios do país, no centro de São Paulo. Após apresentação, Paulinha expôs um comentário, abraçado pelos demais que ali estavam, ao dizer que a encenação foi "simples, mas não simplória".

Em seguida, ouvimos um comentário sobre cinema e literatura de Júlio Pimentel, através da gravação de áudio pela Rádio Metrópole, seguidas das discussões do grupo acerca de crítica literária, a importância de se trocar idéias sobre isso, o que faz aumentar o repertório do dito crítico, hábitos de leitura, além da narrativa de contos; Outra questão levantada diz respeito ao não sufocamento da literatura por uma outra linguagem e que existem "n" maneiras de se representar e que a narração de contos é uma delas, o que não permite demasiada superioridade do teatro, pois a literatura tem suas características intrínsecas e marcantes, todavia é interessante e instigante para quem assiste, que o conto narrado apresente as variações de falas que sejam perceptíveis na voz que quem o faz, sem que para isso, a pessoa seja um exímio ator/atriz, mas que sobretudo "incorpore" naquele momento o que o personagem do conto transmite; Com isso, Verônica contou sobre a incerteza que a leitura de um conto comunica, pois acha complicado a sua dramatização, que já não é a mesma visão de criação do autor e sim de quem versa; Tininha complementa ao mencionar que "nosso corpo fala", principalmente quando um professor dá aula, o que norteia a comunicação, mas que também isso ocorre na literatura ao mencionar como exemplo Saramago, que ao escrever sem uma pontuação específica, tenta não induzir o leitor; Alguém acrescentou que ao narrar ou interpretar algo, é impossível você ser imparcial, já tem "um dedo seu ali"; Ísis reflete: "quando você está contando, já não pertence mais a você" e destaca a importância da linguagem oral. Com isso, Marcelo nos lembrou um programa apresentado por Paulo Autran onde este narrava diversos contos, logo representa diversos personagens, traçando assim um "link" com a dramaturgia, ao fazer uma chamada enfática no final, "vamos ao teatro!"; Iêda nos lança um testemunhal com trabalhos que realiza na sua cidade, com seus alunos intitulado "Saco de leitura" e que a atividade ameniza a ausência de uma biblioteca no local, além de incentivar o hábito de leitura através de rodízios de livros entre os alunos. Inez lembrou com isso, que a grande intenção do Gelit é fazer com que os alunos e cursistas se tornem leitores mais assíduos desses gêneros literários, em especial o conto.

Lembrando que na próxima quinta será feriado, então, até o próximo encontro dia 18/06 sobre a obra "A elegância do ouriço" com Inez.

Abçs,

Ivana

Multirreferencialidade: convergências e possibilidades - Ata da reunião 30/04/09

A reunião iniciou com o playlist feito por Marcelo que nos apresentou três músicas: uma de Cartola que fazia referência a imanência, em seguida tocou uma canção de Caetano, Índio, na qual aborda sobre a construção do ser humano, que, segundo Marcelo, está em um dos últimos versos da música. E por fim, ouvimos Metáfora na voz de Gil, que faz menção a poesia e a ciência.
Após o playlist, Gilmara, através de slides, deu início a exposição sobre a temática de Multirreferencialidade. “A fragmentação do conhecimento em disciplina, não dá conta da compreensão mais abrangente do homem” com essa citação, ela comentou sobre a excessiva fragmentação e compartimentalização do ensino. Dessa forma, surgem como propostas de superação dos atuais currículos, tantos nas escolas quanto das IES, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Ao falar da primeira, temos o conhecimento como algo inesgotável, que, na interação de um campo do conhecimento com o outro, ocorre a produção de novos saberes, o que fomenta e incita a abertura de diálogo. E na segunda, citamos Morin, “A idéia de que o conhecimento é limitado não passa de uma idéia limitada. A idéia de que o conhecimento é limitado tem conseqüências ilimitadas.” Assim, todo saber é válido, sem limites ou fronteiras, logo, a discussão emergiu com as crescentes provocações acerca da infinitude do conhecimento e como foi comentado no bate-papo “novos saberes batem á porta”.
Com isso, Marcea nos lembra o comercial da TIM, com o famoso slogan - Viver sem fronteiras – Porém, foi subitamente interrompida por Roseli, que desabafou: “A fronteira da TIM é em Tapiramutá!” rsrs.
Portanto, as propostas de superação de arcaicos (?), estanques e fragmentados currículos pela transdiciplinaridade e multirreferencialidade propõe um diálogo entre os diversos campos do saber.


Até a próxima reunião no dia 07/05 com Roseli e o tema hermenêutica.

EMERGÊNCIA- Ata da reunião de 23/04/09

Vamos emergir!!!

Com essa chamada, Inez deu início a nossa reunião....
O bate-papo se iniciou com a temática que teve como base o livro de Steven Johnson Emergência. Em entrevista ao jornal Folha, Johnson explica o seu conceito: Emergência é o que acontece quando várias entidades independentes de baixo nível conseguem criar uma organização de alto nível sem ter estratégia ou autoridade centralizada. Você pode perceber esse comportamento em várias escalas: na forma como colônias de formigas lidam com o complexo gerenciamento de tarefas sem que haja uma única formiga no comando ou na forma como bairros se formam sem um planejador urbano;
Em continuidade ao tema de Imanência, Inez trouxe à tona a questão do sujeito, através da citação de Foucault para reflexão "... alguns conflitos ideológicos que animam a polêmica atual opõem os fiéis descendentes do tempo aos decididos habitantes do espaço". Com isso, discutimos sobre o sujeito "descendente de um tempo" com alusão a TRANSCEDÊNCIA e o sujeito "habitante do espaço" fazendo menção ao processo de IMANÊNCIA. Em seguida, surgiu a pergunta: quem somos nos? Estamos mais voltados para essa linearidade dos acontecimentos planejados ou quem sabe realizamos atividades simples inconscientemente? Focamos o tempo pré-existente, o tempo presente ou um tempo futuro? Temos sempre a felicidade projetada como algo que está sempre "lá", e quando este "lá" é atingido, ocorre outra projeção futura, em busca de outra conquista. Essa relação tempoXespaço envolve o tempo como idéia de movimento e espaço como algo local, esse tempo cíclico pode ser negado nos tempos da modernidade, todavia nos é remetido no âmbito das datas tradicionais (São João, Páscoa...), é a vida vivida escolar.
Mas, qual a escola que queremos? Com essa pergunta, a discussão relacionou-se aos discursos pedagógicos e qual o real sentido da escola. Mesmo assim, muitos concordaram que estamos impregnados com essas teorias, todavia quando estas não são desse âmago e ocorre à quebra desses paradigmas, as pessoas ficam desnorteadas e descrentes. "O problema não é a contradição, o problema é a inconsistência" (Terezinha Froes), pois, ser inconsistente não é a aniquilar com sua posição, mas saber desconstruir ou reconstruir com assuntos coerentes. Sejamos mais críticos então, traçando os fios da rede da complexidade, em detrimento da previsibilidade linear, como defendem Foucault e Nietzche quando condenam a historicidade das coisas. O que aparenta é que perde-se o sentido de causa e efeito, tão comum entre as pessoas, mas isso só ocorre na teoria, pois não basta levantar causas para atender a demanda e alimentar a quantidade, deve-se trazer a complexidade no sentido neo-positivista, pois quando se mistura na rede, já torna-se o outro. Inez faz uma alusão a infinitude de Aleph no conto de Borges, ao mencionar que, de qualquer ângulo, podem-se ver todos os espaços na idéia de que tudo sempre está presente e que cada um tem visões diferentes das coisas, pois tudo está em tudo, formando um nó na rede. Esse bate-papo fomentou as percepções de cada um sobre a ótica de causa e efeito, o que trouxe para discussão a temática de Marx com as questões: -O trabalho modifica a sociedade?(Roseli); -Vivemos dos efeitos do passado (Marcelo); - Quando entra a dialética nisso?(Tuca) A dialética marxista é transcendental? (Luiza); --nessa, todos concordam!
Em seguida, todos leram um excerto do livro "Cidades invisíveis" de Ítalo Calvino, que narra contos e metáforas sobre cidades que recebem nomes de mulheres e a cidade escolhida foi Berenice. Nessa discussão, vimos que as coisas estão num quadro singular que muitas vezes não tem condição de se repetir, mas quando isso acontece, é sinal que elas emergem, não pela questão de causa e efeito, mas porque estão na rede e fugiu ao controle, logo, o que emerge é caótico, que ocorre não de forma precipitada (pré-existente), mas de maneira emergencial (formação) e essas atualizações trazem novas virtualizações e/ou concretidudes, tal qual a organização num formigueiro descrita por Johnson. Para finalizar, Inez comentou sobre a Pedagogia do A-CON-TECER, que tem a idéia de aproximar e entrelaçar o contemporâneo no processo de ensino-aprendizagem e citou a obra "Fim da modernidade" de Vattimo, relacionada a uma autonomia mais contida como se fosse uma ontologia fraca ou ainda fracamente novo. Enfim, não é somente a educação voltada para a formação do trabalhador e cidadão, mas, sobretudo, tornar-se gente. No encerramento, tivemos um playlist com Narciso ao violão embalando as canções Aquarela (Toquinho) e Segundo Sol (Nando Reis).

Até o próximo encontro,30/04
com Gilmara e o tema:Multirreferencialidade
abçs,
Ivana

Futebol de filósofos

AGENDA FEP