Ata da reunião 26/05 - metodológico!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
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Ata da Reunião 12/05
| Cenários Históricos | Cenários Epistemológicos |
| Eixo: Escola e Universidade | |
| Eixo: Experiência estética e Formação de Professores | |
| Eixo: Tecnologias Digitais e Formação de professores em exercício | |
| Eixos: Historias de vida e formação de professores em exercício | |
| Eixos: | |
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Os nós da pesquisa (Reuniões dos dias 14/04 e 05/05) - Pesquisas do/no cotidiano (clique aqui...)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Frente às propostas metodológicas explicitadas na tabela feita pelos pesquisadores do FEP, as reuniões tomaram como temática central o cotidiano, por entendê-lo como dimensão presente em diversas pesquisas, em andamento, no FEP. A querela se instaurou quando, face à defesa de Clívio da pesquisa de acompanhamento do/no cotidiano como método, Roseli questionou: "Cotidiano é método ou campo?", ressaltando a importância em justificar teorimcamente o que Clívio tem chamado de "acompanhamento do/no cotidiano" e confrontar com pesquisas na comunidade acadêmica. Frente a esta questão, Clívio explicitou que tem pensado em tal proposta, sobretudo, a partir dos estudos de Boaventura de Souza Santos, Michel Maffesoli, Michel de Certeau e as pesquisas desenvolvidas por Nilda Alves e Inês Oliveira no âmbito da Faculdade de Educação do Rio de Janeiro (UERJ). De um modo geral, foi relatado que as pesquisas do/no coidiano se inserem num movimento de recusa às categorizações apriorísticas desmedidas que enrijecem as interpretações e vivências do/no cotidiano, o que acaba por subjugar, frente às teorias, as experiências compartilhadas pelos sujeitos nesse lócus fértil de sentidos diversificados. Foi ressaltado que as pesquisas que se debruçam no cotidiano não são, de forma nenhuma, algo novo na academina, mas que encontram-se em processo de negociação e hegemonização nas tradições das pesquisas qualitativas, o que, atualmente, tem feito aflorar uma quantidade significativa de trabalhos na comuniade científica sobre tal assunto, num movimento rigoroso de crítica e reconhecimento de seu campo de estudo e ação. Dentre as técnicas (ou seriam métodos?) de apreensão do cotidiano, discutiu-se as possibilidades oferecidas ao pesquisados pela Observação Participante. Foi possível constatar a defesa e o enaltecimento de duas perspectivas principais: por um lado, a observação participante do/no cotidiano pela perspectiva do a-con-tecimento bem como pela perspectiva da observação participante do/no cotidiano como algo "dado", posto. Na perpspectiva do a-con-tecimento, foram ressaltados as carácterísticas emergenciais, de casualidade e de negociação de sentidos que se desenrolam em decorrência das interações estabelecidas no campo empírico; notadamente, uma abordagem menos teleológica, finalista, delimitante... Já na perspectiva "naturalista", foi exaltado o caráter periférico do observador, da descrição fiel do campo e da não interferência em seu acontecimento regular, ou seja, do "não ferir" o campo quando da sua observação/descrição. Frente a estes posicionamentos, Clívio questinou: "Até que ponto devo "aceitar" o campo?", um questionamento que, segundo ele, surge da angústia de ler algumas pesquisas que se dizem do/no cotidiano sem "questioná-lo" em momento algum. Falou-se do não questionamento como recusa às "violências positivistas" comumente postas em outros tradições de pequisa e que desvalorizam experiências ricas em nome das "respostas" requeridas pela pesquisa. No entanto, termino aqui com a fala das pesquisadoras Roseli Sá e Inez Carvalho que, a meu ver, traduzem a complexidade inerente às discussões sobre pesquisa do/no cotidiano e observação participante (ou não); falas que certamente nos lançam no angustiante e particular movimento de mundo da pesquisa científica em educação: "Compreender não é dizer amém!"(Carvalho, 2011, informação verbal); "Sem dúvida existe a 'violência positivista' que já tem sido bastante trabalhada, mas devemos ver também que a omissão não deixa de ser um tipo de violência também, [...], os sujeitos trazem suas referenciais, nós, as nossas, e o aprendizado no cotidiano se dá também com essas interações, com esta ampliação de referências." (Sá, 2011, informação verbal).
Até a próxima,
Clívio Pimentel Jr.
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Reunião dia 07/04 - SemFEP - Seminário sobre Formação em Exercício de Professores
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Em meio ao burburinho que se instaurou na reunião, foram tomadas algumas decisões em relação ao SEMFEP (abaixo). Também foram formadas comissões para otimizar a organização do evento. Pedimos àqueles que ainda não se encaixaram nas comissões que indiquem a que considera ter maior afinidade e discuta com os demais sobre os trabalhos a serem realizados.
Decisões:
- O segundo SEMFEP será em 2012, mas começaremos a organizá-lo este ano, para ter tempo hábil para conseguirmos financiamento.
- Definição do tema:
- Formato (público alvo, modos de participação)
- Levantamento de instituições parceiras: UNEB – Marcea; UEFS – Marcelo; UESB: Silvana, Sandra e Jorgeval; IAT, UNIFACS – Luiza; UNEF – Rosane e Élica
- Levantamento de editais para apoio a eventos: Clívio, Narciso
- Levantamento de outros patrocínios: Bete, Joselita, Gilmara, Claudionor, Verônica
- Convidados: tod@s
- Comissão científica: Geovana, Rosane, Andaiá
- Comissão organizadora: tod@s
- Campanha publicitária (internet, blog, panfleto, etc. etc.): Élica, Clívio, Fábio, Verônica
- Inscrição: gratuita ou com taxa de inscrição (convênio para pagamento, criação de espaço no módulo GERE)? Paulinha, Isis, Carine
- Anais (em CD-Rom)
- Memórias do I Semfep: Cláudia, Isis, Narciso
- Certificação pela Pró-reitoria de extensão: Paulinha, Isis
- Enviar para a lista de discussão: sugestões de temas e datas para o SEMFEP (na reunião de maio, decidiremos o tema e formaremos uma equipe para elaborar o projeto do evento).
- Para a próxima reunião sobre o SEMFEP, trazer levantamento dos eventos programados para a FACED e outros eventos nacionais.
- Fazer o rascunho do texto com a memória do I SEMFEP
Abraços,
Clívio Pimentel Jr.
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Reunião dia 31/03/11 - Discussão do texto - Currículo, Política, Cultura. Autora: Alice Casimiro Lopes.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
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Reunião dia 24/04/11 - Planejamento do semestre!
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Retorno das Férias: Reunião do dia 17/03/11 - Por que o sapo não lava o pé? (Clique aqui para ver excertos)
quinta-feira, 31 de março de 2011
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ATA FEP 07/10/10
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Presentes: Marcelo, Narciso, Verônica, Maisa, Núbia, Heloisa, Clivio, Joselita, Claudia, Élica, Jeane, Bete, Ivana, Julio, Luiza, Jorgeval, Jozimar,Obs: Roseli, Paulinha e Isis estavam na reunião com pessoal da Info Jr
A reunião inicia-se com o playlist Verônica que nos trouxe um vídeo-documentário do cineasta Fábio Gavião . O curta está presente no site do Porta-curtas Petrobrás intitulado “O Pequeno e o Grande” (acesse aqui) e conta com a seguinte sinopse:
Em um morro carioca, o lúdico da cultura popular infantil vence o trágico da violência cotidiana. Mais uma reflexão audiovisual urgente do projeto Marco Universal. O morrinho é uma maquete feita de pedaços de tijolos que ocupa 300m² dentro da Favela do Pereirão, Zona Sul do Rio de Janeiro, criada há 10 anos por crianças. Neste ano o "morrinho" foi convidado a participar da Bienal de Veneza, a mais importante mostra de arte contemporânea do mundo. Pequeno/Grande revela um pouco desta trajetória. Estes meninos, criadores do morrinho anos atrás, agora são homens, suas vidas foram transformadas pela arte, o trabalho, a solidariedade e a força do grupo. A formação destes meninos, foco deste filme, é a exceção que confirma a regra.
A partir desse vídeo, inicia-se uma discussão sobre a cultura e o financiamento de instituições que patrocinam ações voltadas a cultura popular. Citam como exemplo, os pontos de cultura patrocinados pelo Estado. Outras questões mencionadas tamgem osobre o cuidado com quem constrói os projetos e seu público alvo; O material reciclado que transforma-se em jogo e transforma vidas de pessoas que são invisíveis na sociedade, mas que, através de um projeto simples e com a arte, expõem hoje pelo mundo o que fazem em casa, a arte de todos os dias. A discussão é focada em cultura, sobre quem faz e quem promove, a classe média que investe e aque articula ações mínimas, mas, questiona-se o que acontece depois? Será que esse curso de maquete com uso de material de construção é ofertadopara todos? E estes meninos sobreviverão disso? Comenta-se sobre a possibilidade de uma nova visualização daquilo que está socialmente fadado ao fracasso; A questão de sair do lugar em que se está para conhecê-lo melhor, a visibilidade (e valorização) que vem pelo olhar externo; A questão da auto-estima e identidade; Apostar em pluralidades; Simulacro do real; Sobre como os meios de comunicação de massa estão mais democratizados hoje além das institucionalização das profissões.
Em função do calor desta discussão e da ausência de Inez a equipe combinou de deixar para o próximo encontro a conversa sobre disciplinarização, seguida da indicação de Roseli com o texto “Transversalidade e educação: pensando uma educação não-disiplinar”, de Silvio Gallo.
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O sujeito da pesquisa - ata 23/09/10
Presentes:

Narciso nos brindou com o playlist dedilhando no violão músicas dos memoráveis Beatles. Em seguida, iniciamos a discussão da reunião de linha sob a coordenação de Roseli abordando a temática: o sujeito da pesquisa, a partir do livro “Pós-estruturalismo e filosofia da diferença” de Michael Peters.
O que representa o sujeito hoje? Foi dissolvido ou não? Foi detonado? Onde anda? Ele morreu? Quando começou a nascer? Distinção entre sujeito ontológico e epistemológico metodologicamente; Quando é possível ter um sinal de acanhamento mesmo com a morte do sujeito, fazendo um trabalho de investigação para deixar o sujeito aparecer? Sujeito frente ao objeto; Sujeito no mundo ou sujeito esmorecido; Morte do sujeito e morte de um modelo do sujeito; Dependendo da metodologia utilizada, pode-se usá-lo ou ofuscá-lo;
O sujeito nunca partiu (Castoriadis); Trabalhar autonomia desse sujeito; O estado do sujeito hoje; O sujeito tem a ver, precisamente, com o humano? Sujeito é aquele que se domina, pois a humanização tem a ver com o animalesco, logo, fala-se de dominância, civilização, urbanidade, quando você está atrás dessa urbanidade, está atrás desse sujeito; Não se deve discutir sobre o sujeito sem atentar para realidade virtual e concreta; ele se constitui sujeito também enquanto linguagem; _______________________________________________________
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Projetos Fepeanos e Ciranda de livros - ata 16/09/10
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Atas feitas por Roseli e Rosane:
Rose:
Presentes: Rosane, Roseli, Paulinha, Núbia, Verônica, Jeanne, Isis, Clivio, Julio, José Domingos, Giovana, Tuca, Joselita.
Fez-se a distribuição de novos exemplares trazidos para a Ciranda.
Livros novos e empréstimos:
O livro O capitão e a sereia trazido por Veronica ficou com Giovana
O livro Anansi, o velho sábio trazido por Tuca ficou com Roseli
O Os saltimbancos trazido por Verônica ficou com Joselita
O livro O casamento da princesa Verônica ficou com Nubia
O livro Uma professora mto maluquinha trazido por Verônica ficou com Julio
O livro Atrás da porta trazido por Verônica ficou com Paulinha
O livro Dona baratinha trazido por Verônica ficou com Isis
A historia de biruta trazido por Verônica ficou com Jeane
Devoluções e novos empréstimos:
Um gato chamado gatinho devolvido por Isis trazido por Paulinha ficou com Rosane
O livro O menino que tinha rabo de cachorro devolvido por Julio trazido por Nubia ficou com José Domingos
O livro O frio pode ser quente devolvido por Julio trazido por Nubia ficou com José Domingos
A boneca de pano Rose trazido por Inez foi devolvida por Narciso e levado por Rose
Outros livros trazidos por Verônica e não emprestados:
O livro Se as coisas fossem mães trazido por Verônica ficou com
O livro Conversa de passarinhos trazido por Verônica ficou com
A historia de biruta trazido por Verônica ficou com
Se um dia eu for embora trazido por Verônica ficou com
Sete historias para sacudir o esqueleto trazido por Verônica ficou com
O guarda-chuva do vovô trazido por Verônica ficou com
O livro Anacleto trazido por Verônica ficou com
O fazedor de amanhecer trazido por Verônica ficou com
O menino maluquinho trazido por Verônica ficou com
Além do rio trazido por Verônica ficou com
Bicho que te quero livre trazido por Verônica ficou com
Bicho-papão pra gente pequena; bicho-papão pra gente grande
Pluft, o fantasminha trazido por Verônica ficou com
Memórias de um sargento de milicias trazido por Verônica ficou com
Contos de adivinhação trazido por Verônica ficou com
Possíveis temas (Rosane vai enviar com mais detalhes):
• Como lidar com os conhecimentos do cotidiano?
• Concepções de formação, experiência, práxis
• Ciência e pós-modernidade
• Qual a visão de sujeito que temos? Essa visão determina a forma como
• Formação como continuidade
• Questões metodológicas: escolhas, tratamento dos achados,
• Ensino de...
E nada mais havendo a tratar..,...
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Rosane:
FEP - Ata da reunião do dia 16 de setembro de 2010:
Presentes: Rosane Vieira, Ana Paula, Roseli Sá, Tuca Tourinho, Julio, Geovana, Ísis Ceuta, Clívio Pimentel, Joselita, José Domingos, Jeane, Verônica Rangel e Núbia Paiva.
Não houve playlist pelo fato da ausência de Bete.
Rosane, Joselita, José Domingos, Geovana e Jeanne expuseram sua pesquisa de forma aligeirada para que haja uma estimulação de temas geradores a serem discutidos no grupo. As mesmas não apresentaram no último encontro como os demais pesquisadores. Seguem as exposições de forma sintética:
Rosane – tema: a experiência fílmica como disparadora da experiência pedagógica da comunicação.
- campo: Tapiramutá e Irecê.
- como: pesquisa-ação nos GECi dos cursos em Tapiramutá e Irecê e no projeto em Tapiramutá.
Joselita – tema: o conhecimento curricular na visão dos estudantes no 3º.
Tempo da EJA.
- campo: colégio estadual que atua – estudantes do 3º. tempo.
- como: estudo exploratório e pesquisa-ação participante.
Jeanne – tema: formação de professores em contextos colaborativos:
professores inclusivos numa escola para todos.
- campo: FEP- Projeto Irecê.
- como: pesquisa-ação colaborativa/ núcleo psicopedagogia/ FPCE-UC
e FACED-UFBA.
Geovana – tema: a qualificação da experiência dos professores
alfabetizadores.
- campo: Boa Vista do Tupim/ Projeto Chapada.
- como: estudo de caso, acompanhamento ddos professores
alfabetizadores.
José Domingos – tema: formação do professor: uma contribuição para uma
melhor análise (currículo).
- campo: Ribeira do Pombal – professores do ensino ]
fundamental.
- como: estudo de caso.
Temas de discussão sugeridos:
• Práxis e poiesis
• Disciplinarização
• Sujeito de pesquisa
• Cotidianidade
• Ensino de...: aproximações epistemológicas e troca de figurinhas (discussão sobre a experiência do ensino de...)
• Saber e conhecimento
• Ciência e pós-modernidade – compreensão da contemporaneidade
• Diferença ontológica
Cronograma:
23/09 – discussão sobre sujeito da pesquisa a partir do livro “Pós-estruturalismo e filosofia da diferença” de Michael Peters (leitura obrigatória). Coordenação: Roseli.
30/09 - SIEPE
07/10 – disciplinarização. Coordenação: Inez.
14/10 -
21/10 – compreensão dos conceitos aristotélicos práxis e poiesis. Coordenação: Luísa e Rosane.
28/10 - Ciência e pós-modernidade – compreensão da/na contemporaneidade (Clívio e ...)
04/11
11/11
18/11 - literatura
25/11 - FORMMACE
26/11 - confraternização
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Projetos Fepeanos - 09/09/10
domingo, 12 de setembro de 2010
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Programação FEP - Reunião 02/09/10
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Complemento: vamos ter também um encontro para uma sessão de cinema e uma ciranda de livros infantis, capitaneada por Giovana e Verônica A partir da semana que vem, trocaremos livros infantis e em um dos últimos encontros faremos uma ciranda de conversa sobre eles.Quanto ao encontro da semana que vem, a ciranda de projetos, cada um falará um pouquinho sobre seus projetos, para que dai saiam os temas de discussão.
bjs
INEZ
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I SEMFEP
domingo, 22 de agosto de 2010
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dEt2NmFFVU1PU2NOYnA3ZVEyYS00RHc6MQ
25 de agosto de 2010 (quarta-feira)
MANHÃ – Auditório II (térreo)
08h às 9h – Credenciamento
9h – Abertura
Prof.a Drª. Celi Tafarel, Prof.a Drª Maria Inez Carvalho, Prof.a Drª. Maria Roseli Sá
10h30 as 12h30 – Relatos de Experiência/Grupo FEP – FACED/UFBA
- - Memória (s) na Formação Docente - Fabrízia Pires de Oliveira (Ms em Educação)
- - Leituras e Escritas na Formação Docente - Ana Paula Moreira (Mestranda em Educação)
- -A Geografia do Lugar - Helmut Schwarzelmuller (Ms em Educação)
- -Educação no Campo – LEPEL/FACED
TARDE - Auditório I (1º andar)
14h às 16h – Palestra
Conhecimento e saber no currículo de formação de professores
Professor Dr. Alfredo Veiga-Neto
Mediação: Prof.a Drª Marcea Sales
- -Conceitos geométricos no origami - Narciso Soares (Doutorando em Educação)
- -Literatura infantil - Núbia Paiva (Mestranda em Educação)
- -Experiência Fílmica e Práticas Educativas– Rosane Vieira (Doutoranda em Educação)
14h as 18h – Mesas Temáticas Simultâneas
Epistemologia, linguagens e políticas na formação em exercício
Abertura - Prof. Dr. Roberto Sidnei Alves Macedo (auditório 01)
-Mesa 01 - Políticas públicas na formação em exercício (auditório 1)
Questão disparadora: Quais os desafios que se impõem para a formação de professores em exercício na contemporaneidade?
-Mesa 03 - Bases epistemológicas para formação em exercício (sala 04)
Questão disparadora: Romper com as bases epistemológicas clássicas no currículo de formação de professores significa abrir mão do rigor?
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Olá Fepeanos,
Até a próxima,
Grupo FEP
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Reunião do FEP 20/05/10 - Ata (Clique aqui para ver o texto de Monclar Valverde no Blog)
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Na reunião do FEP do dia 20/05/10 foram discutidos dois textos: O fetiche da quantidade de Renato Mezan, sugerido por Paulinha e A mentira da cultura, de Monclar Valverde, texto sugerido por Clivio.
A reunião teve inicio depois de uma verdadeira querela com as caixas de som, que não funcionaram, fazendo com que usassemos o som do notebook mesmo. Foi a vez de Verônica tocar o PlayList. Ouvimos a música "Tudo" da banda mineira Pato fu, acompanhada por uma animação e também a música de marisa monte Apagaram Tudo
A discussão começou com o texto de Valverde, mas antes que esta fosse formalizada, Denise e Isis já discutiam políticas culturais, tombamento de manifestações imateriais e a cultura baiana na UTI; num diálogo paralelo rsrsrsrs...
Rosane achou que o problema apontado no texto era a espetacularização da cultura popular, Marcelo concordou e acrescentou que o que a elite elege como cultura logo é mercantilizado, é massificado para gerar lucro. Clívio apontou que, associado a esta espetacularização denunciada pelo autor, estava o "estancamento" das manifestações culturais em seus respectivos "lugares", desconsiderando a possibilidade de ascenção social e ampliação da participação no mercado de consumo. No entanto, Cívio questiona: será que existiu, na própria origem desses grupos culturais, a intenção de ascensão social?
Denise acreditava que o texto apontava para a descentralização de recursos promovida pelo governo Wagner, e o autor parecia estar desgostoso disso, falando de uma demonização da cultura de elite, que para ele é permanente, enquanto a popular é efêmera. Ora, ela lembrou, a cultura de elite é permanente porque ela é escolhida para ser preservada.
Rosane ao ouvir isso contrapôs essa afirmação, colocando que a política cultural do governo Wagner, para além da burocratização do acesso aos recursos destinados à cultura, criou o "fundo da cultura", facilitando o acesso às mais diversas manifestações que solicitassem apoio, sem precisar passar por um produtor, e etc. Termina exemplificando com o jazz, por exemplo, já foi muito marginalizado e hoje é idolatrado pela classe média dita culta. Clívio, então, retoma: "a cultura da elite, no meu entendimento do texto, se preserva, não por ter acesso mais fácil ao recurso nem por ser escolhida, mas porque trata as outras culturas com falsos aplausos e, contrapondo com Maturana, diz: "O Outro deve ser reconhecido como Legítimo Outro.”
Falou-se também da estagnação econômica das comunidades que preservam as suas manifestações. Elas são celebradas pelos discursos político, acadêmico e midíatico, contudo basta reinvindicarem outro tipo de participação (saúde, educação, trabalho) que logo são caladas pelo aparelho repressor dessa mesma sociedade que diz tê-las em alta conta.
Narciso aproveitou um momento mais calmo da reunião para introduzir a discussão do texto O fetiche da quantidade. Ele criticou os prazos e as cobranças exageradas de produção. Todos concordaram que os prazos são necessários, mas a obrigação de publicar muitos artigos leva a um comprometimento na qualidade do texto. Muitas vezes forçando o aluno a entrar em verdadeiras "cirandas" para aumentar seu número de publicações. Clívio, no entanto, diz que este discurso não pode ser adotado em sentido banal, levando aos estudandes a um imobilismo na produção, uma vez que, segundo ele, esta produção também se constitui num exercício de escrita da própria pesquisa. Diz, ainda, que as articulações entre membros de um mesmo grupo de pesquisa visando a publicação fortalece o mesmo, desde que não sejam articulações artificiais, de colocar nomes em artigos sem ter escrito e sem a mínima competência para tratar de tal assunto. Rose, rapidamente, diz: conheço muita gente que faz isso! Rsrsrs... Marcelo traz um exemplo de um professor que terminou o doutorado na década de 80 e nunca mais tinha publicado nenhum trabalho, mostrando os perigos de tal imobilismo na produção.
Concordamos em reunião que, às vezes, a pesquisa não está suficientemente amadurecida, mas o aluno publica um artigo bem escrito cheio de conjecturas. Estamos em pleno regime da quantidade, esperando que em breve a CAPES resolva analisar o conteúdo produzido pelos acadêmicos desse país, ao invés de se deter apenas em números, que muitas vezes não significam muito. Que deixe de ser quantis e passe a ser qualis, como aparentemente se propõe.
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“Estranhos ensinamentos: Nietzsche-Deleuze” , ata 13/05/10 (Clique aqui para ver o texto)
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Programação e produções Fepeanas - Relato 01/10/09
Hoje, sou o relator da nossa reunião! Se Rose estava preocupada em preservar a graciosidade de tal tarefa em nome de Renata, imaginem eu! Todo bruto! rsrsrs...
Vamos ao relato!
Na reunião de hoje, estava prevista a presença de Maurício Mogilka para saciar/alimentar nossas provocações a respeito das contribuições deweyanas sobre experiência. No entanto, o mesmo não pode comparecer, remarcando a sua presença para a próxima semana. Diante da situação, a partir das provocações feitas por Verônica, resolvemos discutir a organização do grupo FEP no que diz respeito à articulação entre os membros do grupo visando a produção.
Discutimos, primeiramente, sobre o site do grupo de pesquisa e ficou confirmado a apresentação dos esboços do site para o dia 15/10/09; responsáveis: Clívio, Ivana e Paulinha. Ainda sobre o site, o grupo firmou o compromisso de pesquisar e enviar links de variados grupos de pesquisas pra nos ajudar com o desenvolvimento dos esboços.
A equipe discutiu também sobre o livro " Formação e..." que foi (ou está) sendo organizado por Marcelo e Catarina e algumas dúvidas surgiram: Conteúdo do livro (se ainda existe espaço para artigos); Temática e etc. Sugerimos, então, que Marcelo disponibilizasse os artigos que já estão prontos para o livro na lista do grupo para nos mobilizarmos a respeito. Ainda sobre este assunto, surge a idéia do grupo assumir uma edição temática da revista da FACED, caso não tenhamos edital de publicação de livros.
Gilmara e Paulinha, tomadas pela animação das discussões (rsrs..), comentaram também sobre a possibilidade do grupo se mobilizar também para o evento em Portugal!!!
Rose Chegou!!! rsrsrs...
E já chegou alertando que o desenvolvimento e manutenção do site deve garantir visibilidade ao grupo de pesquisa. Propomos então, a princípio, colocar um link do site do grupo na página da FACED, para que as pessoas que visitarem a página do PPGE e suas linhas de pesquisa fossem encaminhadas à página do FEP.
Verônica vai ao quadro (depois de um dia de aula...Palavras da própria...rsrs...) e iniciamos a (re)organização do calendário para o final do semestre. (Re)organização, pois, concordamos que a dinâmica adotada não está funcionando muito bem. O calendário proposto ficou da seguinte forma:
08/10 - Maurício Mogilka
15/10 - Esboço do site do grupo de pesquisa (Clívio, Ivana e Paulinha); Posição de tuca sobre a revista da FACED (informações a respeito da publicação dos artigos do grupo); Painel temático sobre experiência (integrantes do grupo que trabalham com este tema em suas pesquisas).
22/10 - Apresentaremos a proposta de evento do grupo FEP; Apresentação de Projeto de Ieda.
29/10 - Experiência Estética em Jauss (Rosane)
05/11 - Apresentação de trabalho (Joselita) obs: Joselita ficou de confirmar...
12/11 - Apresentação de trabalho (Narciso)
19/11 - Apresentação de trabalho (O grupo sugeriu Marcea, mas ainda não confirmamos com ela)
26/11 - Apresentação de trabalho (O grupo sugeriu Marcelo, mas ainda não confirmamos com ele)
03/12 - Confraternização.
Para finalizar sem culpa de ter esquecido algo importante, Morin:
"Todas as percepções são, ao mesmo tempo, traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e codificados pelos sentidos. Daí resultam, sabemos bem, os inúmeros erros de percepção que nos vêm dos nossos sentidos e dentre eles, o mais confiável, o da visão."
Beijos e abraços,
Clívio Pimentel Júnior
Experiência de Dewey - Ata 24/09/2009
Estiveram presentes hoje Tininha, Narciso, Paulinha, Fabio, Marcelo, Maiza, Vanessa, Roseli.
Muitas ausências, não? Quase todas justificadas, é bem verdade, mas apesar da qualidade de nossas discussões, sentimos falta de todas/os e chamamos pra pensar no andamento de nossos encontros.
Mas, vamos ao relato. Infelizmente nossa Renatinha não pôde vir hoje, então cuidei eu mesma de fazer isso, correndo o risco de não dar conta do recado de forma tão graciosa.
Continuamos a discutir experiência a partir do texto de Dewey. Fabio puxou as falas questionando a noção de estética e assim fomos puxando interessantes discussões, das quais vão aqui alguns achados:
Experiência é qdo se age e se torna consciente das conseqüências (?), é qdo algo te muda. Ao realizar o experimento, ele retribui sua ação
O sentido não está em mim nem nas coisas, mas na experiência.
Se contrário, fica na essência
Vc faz alguma coisa e essa coisa faz algo a você
Só tem experiência se for significativa, se não for será vivência
Experiência nos leva para o imponderável
Experiência pode ser intencional?
A busca por ela, sim
Ao interpretar a passagem da rolagem das pedras apresentada por Dewey, veio a idéia de que na formação ou no curso das experiências, pensa-se um “alvo” imóvel (seriam as intenções, os objetivos?), mas a experiência se constrói na movência, na errância.
Nesse ponto, Marcelo sugeriu a leitura do poema de Constantino Kabvafis, Ítaca e seguimos nossas discussões, tentando ter uma experiência!
Narciso ainda nos brindou com formulações da linguagem matemática, ou seja, traduziu matematicamente o pensamento de Dewey, para discutir conceitos de acumulação, imanência, experiência encontrados no texto.
Tininha declarou que o texto em estudo não está diretamente ligado a seu objeto de estudos, mas poderá proporcionar experiências.
Viram? Tivemos uma rica discussão. Tivemos experiências?
Marcelo vai entrar em contato com Marcelo Mogilka para agendar o encontro da próxima semana. Até lá. Lembrem-se que para nossos encontros buscamos a totalidade! Bjs. R
Hermenêutica e pesquisa em educação - Ata 07/08/09
Roseli inicia a apresentação falando de Hermes, o Deus mensageiro alado, descobridor da linguagem e da escrita, decifrador e cifrador representando uma figura ambígua com o dom da transmutação, fazendo alusão a imagem de "Exu".
Segundo seu conceito, a hermenêutica seria a arte de interpretar o sentido das palavras, leis e textos, principalmente a decifração e organização dos textos de valor histórico e sagrados (bíblicos), sendo assim, uma doutrina da arte de compreender, segundo Gadamer.
Através da sua triplicidade semântica (dizer, explicar e interpretar) ela nos traz a compreensão em detrimento do esclarecimento e de explicações definitivas. Com isso, traz a vida para a ciência pois, torna-se base da ciência de espírito, o que não está no plano natural. Segundo Heidegger, é o resgate da humanidade, a interpretação como algo estruturante do ser humano, ou seja, interpretar para compreender. Após a explanação, surgiram as provocações seguidas das discussões: "O que é interpretar?"(Verônica); "A interpretação precede a compreensão?"(Tininha); "Pode haver compreensão sem interpretação?"(Márcea); "O mundo já é em si interpretação o tempo todo!"(Marcelo).
Em seguida, Rose nos mostra que a hermenêutica está sendo mais utilizada como uma metodologia, pois as Ciências Humanas passaram a incorporá-la mais. Mais do que isso, segundo Rosane, é uma epistemologia, pois nas palavras de Heidegger: "a hermenêutica é/ou deveria ser a própria filosofia", o q ue foi seguido com uma ratificação enfática de Rose: "Filosofia é fazer hermenêutica!" .
Vimos ainda que a hermenêutica está em toda parte, pois faz com que o sujeito se direcione para prática social para a busca da compreensão e a traga de volta a seu mundo. Com isso, temos a idéia de que estamos a todo momento interpretando coisas.
Com a entrada da Antropologia, houve o enriquecimento da hermenêutica, o que traduz nos dias de hoje uma encruzilhada, fazendo com que todos os caminhos das Ciências Humanas passem pela Antropologia, o que traz um constante debate com outras disciplinas. Logo, em qualquer pesquisa antropológica , há um enfoque hermenêutico. Segundo o próprio Hermes, "o patrono da Antropologia é o Exu".
Através da idéia de compreensão do mundo, vê-se que a hermenêutica não pode ser vista com um enfoque unidisciplinar, pois representa a idéia do ser humano para compreender a maneira pela qual compreende. Surge então um questionamento de Rose: "por que hermenêutica de um currículo?", trazendo à tona discussões sobre currículo, seu fenômeno e processo complexo, que envolve o olhar por óticas distintas percorrendo os caminhos da itinerância e errância, levando-o a compreender por diferentes sistemas de referências e apreendê-lo mais globalmente. Ocasionando assim, na leitura através de linguagens distintas.
Já que "mestre não é quem ensina, mas quem de repente aprende", concluímos portanto que a hermenêutica possibilita a compreensão não por esclarecimento, mas por caminhos tortuosos e até ambíguos, tal qual ratifica a sua triplicidade semântica.
Cinema e literatutra - Ata 04/06/09
Após ouvir diversas canções, estilos de música e sugerir melodias, o playlist desse encontro teve "o dedinho" de várias pessoas do grupo. Na verdade foi um verdadeiro mosaico musical até chegar à escolha, no qual ouvimos desde bandas nacionais até os clássicos de trilhas sonoras de filmes, mas.... a música escolhida foi a da banda tipicamente pernambucana "Cordel do Fogo Encantado". Com seus batuques de maracatus e repiques de tambores a música ecoava pela sala da reunião, nos quais ressoaram mais que a própria voz do cantor, José Paes de Lira, o Lirinha, fazendo menção ao lirismo declamado nos seus poemas em meio a sua cantoria. Tal escolha da banda não foi à toa, pois a mesma surgiu num cenário que mesclavam representações teatrais com os espetáculos musicais. Como nosso bate-papo versa sobre contexto cinematográfico e literário, nada melhor para esse playlist que a música "Anjos caídos (ou A construção do Caos)", trilha sonora do filme "Deus é brasileiro" de Cacá Diegues.
Decorrido o playlist, Fernanda e Renata iniciaram a apresentação falando um pouco sobre o projeto Permanacer e a temática desse encontro, voltado para o universo literário, com a escolha do livro "Os 100 melhores contos brasileiros do século" onde o autor, Ítalo Mariconi, reuniu uma seleção de obras-primas dos mais renomados autores de nossa literatura, como Cecília Meireles, Drumond, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, Clarice Lispecto, Rubens Fonseca dentre outros gênios literários . Tais narrativas remontam épocas e temáticas diversas, desde contos rurais, urbanos, modernos e pós-modernos, nos trazendo inquietações capazes de emocionar e por que não? divertir em meio a narrativas violentas, bucólicas e nostálgicas.
As meninas expuseram suas visões sobre os contos, que focam mais o universo adulto, por conter temáticas como violência, preconceito e morte, e encontraram assim, certa dificuldade na escolha do conto para apresentação ao público infantil, que acontecerá em Irecê, mas se decidiram pela narrativa de "Por um pé de feijão", do autor Antônio Torres.
Inez nos conta sobre a metodologia do Gelit, onde os cursistas fazem a leitura e a narrativa de contos, e quão interessante é essa abordagem feita pelas meninas, através de representação cênica. Em seguida, Fernanda nos mostra um breve sobre a vida e carreira de João Silvério Trevisan, autor do conto escolhido para representação do dia, "Dois corpos que caem". Neste conto, as meninas fizeram a leitura de um diálogo entre dois caras que se encontram no exato momento em que decidiram se suicidar, em plena queda de um dos mais altos prédios do país, no centro de São Paulo. Após apresentação, Paulinha expôs um comentário, abraçado pelos demais que ali estavam, ao dizer que a encenação foi "simples, mas não simplória".
Em seguida, ouvimos um comentário sobre cinema e literatura de Júlio Pimentel, através da gravação de áudio pela Rádio Metrópole, seguidas das discussões do grupo acerca de crítica literária, a importância de se trocar idéias sobre isso, o que faz aumentar o repertório do dito crítico, hábitos de leitura, além da narrativa de contos; Outra questão levantada diz respeito ao não sufocamento da literatura por uma outra linguagem e que existem "n" maneiras de se representar e que a narração de contos é uma delas, o que não permite demasiada superioridade do teatro, pois a literatura tem suas características intrínsecas e marcantes, todavia é interessante e instigante para quem assiste, que o conto narrado apresente as variações de falas que sejam perceptíveis na voz que quem o faz, sem que para isso, a pessoa seja um exímio ator/atriz, mas que sobretudo "incorpore" naquele momento o que o personagem do conto transmite; Com isso, Verônica contou sobre a incerteza que a leitura de um conto comunica, pois acha complicado a sua dramatização, que já não é a mesma visão de criação do autor e sim de quem versa; Tininha complementa ao mencionar que "nosso corpo fala", principalmente quando um professor dá aula, o que norteia a comunicação, mas que também isso ocorre na literatura ao mencionar como exemplo Saramago, que ao escrever sem uma pontuação específica, tenta não induzir o leitor; Alguém acrescentou que ao narrar ou interpretar algo, é impossível você ser imparcial, já tem "um dedo seu ali"; Ísis reflete: "quando você está contando, já não pertence mais a você" e destaca a importância da linguagem oral. Com isso, Marcelo nos lembrou um programa apresentado por Paulo Autran onde este narrava diversos contos, logo representa diversos personagens, traçando assim um "link" com a dramaturgia, ao fazer uma chamada enfática no final, "vamos ao teatro!"; Iêda nos lança um testemunhal com trabalhos que realiza na sua cidade, com seus alunos intitulado "Saco de leitura" e que a atividade ameniza a ausência de uma biblioteca no local, além de incentivar o hábito de leitura através de rodízios de livros entre os alunos. Inez lembrou com isso, que a grande intenção do Gelit é fazer com que os alunos e cursistas se tornem leitores mais assíduos desses gêneros literários, em especial o conto.
Lembrando que na próxima quinta será feriado, então, até o próximo encontro dia 18/06 sobre a obra "A elegância do ouriço" com Inez.
Abçs,
Ivana
Multirreferencialidade: convergências e possibilidades - Ata da reunião 30/04/09
Após o playlist, Gilmara, através de slides, deu início a exposição sobre a temática de Multirreferencialidade. “A fragmentação do conhecimento em disciplina, não dá conta da compreensão mais abrangente do homem” com essa citação, ela comentou sobre a excessiva fragmentação e compartimentalização do ensino. Dessa forma, surgem como propostas de superação dos atuais currículos, tantos nas escolas quanto das IES, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Ao falar da primeira, temos o conhecimento como algo inesgotável, que, na interação de um campo do conhecimento com o outro, ocorre a produção de novos saberes, o que fomenta e incita a abertura de diálogo. E na segunda, citamos Morin, “A idéia de que o conhecimento é limitado não passa de uma idéia limitada. A idéia de que o conhecimento é limitado tem conseqüências ilimitadas.” Assim, todo saber é válido, sem limites ou fronteiras, logo, a discussão emergiu com as crescentes provocações acerca da infinitude do conhecimento e como foi comentado no bate-papo “novos saberes batem á porta”.
Com isso, Marcea nos lembra o comercial da TIM, com o famoso slogan - Viver sem fronteiras – Porém, foi subitamente interrompida por Roseli, que desabafou: “A fronteira da TIM é em Tapiramutá!” rsrs.
Portanto, as propostas de superação de arcaicos (?), estanques e fragmentados currículos pela transdiciplinaridade e multirreferencialidade propõe um diálogo entre os diversos campos do saber.
Até a próxima reunião no dia 07/05 com Roseli e o tema hermenêutica.
EMERGÊNCIA- Ata da reunião de 23/04/09
Com essa chamada, Inez deu início a nossa reunião....
O bate-papo se iniciou com a temática que teve como base o livro de Steven Johnson Emergência. Em entrevista ao jornal Folha, Johnson explica o seu conceito: Emergência é o que acontece quando várias entidades independentes de baixo nível conseguem criar uma organização de alto nível sem ter estratégia ou autoridade centralizada. Você pode perceber esse comportamento em várias escalas: na forma como colônias de formigas lidam com o complexo gerenciamento de tarefas sem que haja uma única formiga no comando ou na forma como bairros se formam sem um planejador urbano;
Em continuidade ao tema de Imanência, Inez trouxe à tona a questão do sujeito, através da citação de Foucault para reflexão "... alguns conflitos ideológicos que animam a polêmica atual opõem os fiéis descendentes do tempo aos decididos habitantes do espaço". Com isso, discutimos sobre o sujeito "descendente de um tempo" com alusão a TRANSCEDÊNCIA e o sujeito "habitante do espaço" fazendo menção ao processo de IMANÊNCIA. Em seguida, surgiu a pergunta: quem somos nos? Estamos mais voltados para essa linearidade dos acontecimentos planejados ou quem sabe realizamos atividades simples inconscientemente? Focamos o tempo pré-existente, o tempo presente ou um tempo futuro? Temos sempre a felicidade projetada como algo que está sempre "lá", e quando este "lá" é atingido, ocorre outra projeção futura, em busca de outra conquista. Essa relação tempoXespaço envolve o tempo como idéia de movimento e espaço como algo local, esse tempo cíclico pode ser negado nos tempos da modernidade, todavia nos é remetido no âmbito das datas tradicionais (São João, Páscoa...), é a vida vivida escolar.
Mas, qual a escola que queremos? Com essa pergunta, a discussão relacionou-se aos discursos pedagógicos e qual o real sentido da escola. Mesmo assim, muitos concordaram que estamos impregnados com essas teorias, todavia quando estas não são desse âmago e ocorre à quebra desses paradigmas, as pessoas ficam desnorteadas e descrentes. "O problema não é a contradição, o problema é a inconsistência" (Terezinha Froes), pois, ser inconsistente não é a aniquilar com sua posição, mas saber desconstruir ou reconstruir com assuntos coerentes. Sejamos mais críticos então, traçando os fios da rede da complexidade, em detrimento da previsibilidade linear, como defendem Foucault e Nietzche quando condenam a historicidade das coisas. O que aparenta é que perde-se o sentido de causa e efeito, tão comum entre as pessoas, mas isso só ocorre na teoria, pois não basta levantar causas para atender a demanda e alimentar a quantidade, deve-se trazer a complexidade no sentido neo-positivista, pois quando se mistura na rede, já torna-se o outro. Inez faz uma alusão a infinitude de Aleph no conto de Borges, ao mencionar que, de qualquer ângulo, podem-se ver todos os espaços na idéia de que tudo sempre está presente e que cada um tem visões diferentes das coisas, pois tudo está em tudo, formando um nó na rede. Esse bate-papo fomentou as percepções de cada um sobre a ótica de causa e efeito, o que trouxe para discussão a temática de Marx com as questões: -O trabalho modifica a sociedade?(Roseli); -Vivemos dos efeitos do passado (Marcelo); - Quando entra a dialética nisso?(Tuca) A dialética marxista é transcendental? (Luiza); --nessa, todos concordam!
Em seguida, todos leram um excerto do livro "Cidades invisíveis" de Ítalo Calvino, que narra contos e metáforas sobre cidades que recebem nomes de mulheres e a cidade escolhida foi Berenice. Nessa discussão, vimos que as coisas estão num quadro singular que muitas vezes não tem condição de se repetir, mas quando isso acontece, é sinal que elas emergem, não pela questão de causa e efeito, mas porque estão na rede e fugiu ao controle, logo, o que emerge é caótico, que ocorre não de forma precipitada (pré-existente), mas de maneira emergencial (formação) e essas atualizações trazem novas virtualizações e/ou concretidudes, tal qual a organização num formigueiro descrita por Johnson. Para finalizar, Inez comentou sobre a Pedagogia do A-CON-TECER, que tem a idéia de aproximar e entrelaçar o contemporâneo no processo de ensino-aprendizagem e citou a obra "Fim da modernidade" de Vattimo, relacionada a uma autonomia mais contida como se fosse uma ontologia fraca ou ainda fracamente novo. Enfim, não é somente a educação voltada para a formação do trabalhador e cidadão, mas, sobretudo, tornar-se gente. No encerramento, tivemos um playlist com Narciso ao violão embalando as canções Aquarela (Toquinho) e Segundo Sol (Nando Reis).
Até o próximo encontro,30/04
com Gilmara e o tema:Multirreferencialidade
abçs,
Ivana









